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9-4-2018

Síria: Papa condena uso de armas químicas na guerra e volta a apelar às “negociações


Horas depois de as agências de notícias darem conta de mais um alegado ataque com armas químicas contra a cidade de Douma, na região de Damasco, o Papa Francisco voltou a condenar a violência extrema que tem ceifado a vida a dezenas de pessoas, “muitas das quais mulheres e crianças”.

Depois da oração Regina Coelli, o Santo Padre ergueu a sua voz pelas “populações indefesas”, afirmando que nada justifica o uso de “tais instrumentos de extermínio.” “Não há guerras boas e guerras más", afirmou, acrescentando que “nada, mesmo nada, pode justificar o uso de tais instrumentos de extermínio contra pessoas e populações indefesas”.

O Papa Francisco fez assim eco das notícias de ataques contra o bastião rebelde em Douma que terá provocado, durante o fim-de-semana, dezenas de vítimas segundo o testemunho de diversas organizações não-governamentais.

“Chegam da Síria notícias terríveis, de bombardeamentos com dezenas de vítimas, muitas das quais mulheres e crianças. Notícias de muitas pessoas atingidas por substâncias químicas contidas nas bombas”, afirmou o Papa para, de seguida, pedir aos responsáveis políticos e militares para abandonarem as armas e prosseguirem no caminho da “negociação”, a única via “que pode trazer uma paz que não seja a da morte e a da destruição”.

Os ataques contra Douma foram, no entanto, negados tanto por forças sírias como pela Rússia, tendo a agência oficial de notícias do país afirmado ontem que “as denúncias do uso de substâncias químicas” são uma “tentativa clara” para se impedir a actuação do exército que está empenhado na libertação total da região da presença de milícias jihadistas, nomeadamente a milícia Jaysh al-Islam.

Segundo a agência Sana, as notícias dos alegados ataques químicos “teriam como objectivo proteger os terroristas e justificar uma intervenção militar estrangeira mais efectiva na Síria”.

Também o presidente dos Estados Unidos se pronunciou sobre este alegado ataque químico, classificando-o de “insensato”. Donald Trump escreveu na sua conta no ‘twitter’ que a região de Douma está bloqueada pelo exército sírio, tendo atribuído a responsabilidade do ataque não só ao regime sírio como também à Rússia e ao Irão. “O presidente Putin e o Irão são responsáveis por apoiar o animal Assad”, escreveu o presidente dos EUA.

Paulo Aido| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Síria

 






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