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13-4-2018

Egipto: Tribunal condena quase quatro dezenas de pessoas à pena de morte por ataques contra igrejas


Um tribunal militar no Cairo condenou na passada terça-feira 36 pessoas à pena de morte em consequência de diversos ataques contra igrejas ocorridos no Egipto entre os anos de 2016 e de 2017.

Os referidos ataques, em igrejas coptas no Cairo, Tanta e Alexandria causaram cerca de oito dezenas de mortos e foram reivindicados pelo auto-proclamado “Estado Islâmico”.

A comunidade cristã do Egipto aguardava com expectativa a decisão judicial em relação aos autores destes atentados que evidenciaram uma grande falta de segurança em igrejas e noutros locais onde a presença dos coptas é mais visível.

O ano passado foi particularmente violento para com a comunidade cristã. Além de ataques sucessivos ocorridos na região do Sinai, em que os cristãos se transformaram num alvo concreto de actos terroristas quase sempre reivindicados pelos jihadistas do auto-proclamado “Estado Islâmico”, na memória de todos estão os ataques em duas igrejas no Domingo de Ramos, que causaram cerca de meia centena de mortos, e o assalto terrível a um grupo de crentes que se dirigiam em três autocarros em peregrinação para um mosteiro no deserto.

Nesse ataque, os terroristas obrigaram os passageiros a sair dos veículos e os que se confessaram cristãos, mesmo com as armas apontadas às suas cabeças, foram assassinados de imediato. Nem as crianças escaparam.

Os coptas têm sido uma comunidade particularmente perseguida. Já este ano, foi inaugurada uma igreja dedicada aos 21 mártires decapitados na Líbia em 2015 por terroristas do auto-proclamado “Estado Islâmico.

O templo foi erguido na cidade de Our, perto da aldeia de Samalot, na província de Minya, de onde eram originários quase todos estes cristãos que se encontravam a trabalhar na Líbia quando foram sequestrados e posteriormente mortos.

Os jihadistas transformaram o assassinato destes 21 cristãos num acto de propaganda ao terror, filmando a execução e enviando então uma “mensagem assinada com sangue à nação da cruz”.

Como recordou o bispo copta católico de Guiza, Egipto, D. Anba Antonios Aziz Mina, estes cristãos “morreram como mártires”, percebendo-se claramente nos vídeos gravados pelos terroristas que “o nome de Jesus foi a última palavra que saiu dos seus lábios”.

Há cerca de um ano, entre os dias 28 e 29 de Abril, o Papa Francisco fez uma visita ao Cairo, a capital do Egipto, tendo deixado mensagens de repúdio a toda esta violência, ao terrorismo e ao ódio fundamentalista que colocou os cristãos na mira das armas.

Numa das memoráveis frases proferidas durante esta viagem, Francisco disse que “o único extremismo permitido é o da caridade”. Os coptas, como são conhecidos os cristãos do Egipto, representam apenas cerca de 10% da população do país.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Egipto

 






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