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16-4-2018

Síria: Igreja unânime no apelo à paz com Santo Padre a manifestar “profunda preocupação” pela situação que se vive no país


O Papa Francisco afirmou ontem a sua profunda preocupação com a situação na Síria após os múltiplos ataques lançados na madrugada de sábado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido.

O Santo Padre pediu um acordo efectivo para a paz, criticando a postura da comunidade internacional.

“Estou profundamente preocupado com a actual situação mundial, na qual – apesar dos instrumentos ao dispor da comunidade internacional – se tarda a acordar uma acção comum em favor da paz na Síria e noutras regiões do mundo”, disse o Papa Francisco perante milhares de peregrinos que se encontravam ontem no Vaticano para a recitação da oração pascal do Regina Coeli.

A acção militar dos três países, que provocou apenas alguns feridos, foi justificada após o presumível ataque químico ocorrido no passado dia 7 de Abril na região de Douma, perto de Damasco, e que terá causado cerca de 45 mortos e centenas de feridos.

Antes das palavras de preocupação do Papa Francisco, líderes das igrejas Greco-Ortodoxa, Siro-Ortodoxa e Melquita, denunciaram, ainda no sábado, os ataques contra a Síria classificando-os como sendo uma “agressão brutal” contra um país soberano que “viola claramente o direito internacional e a carta das Nações Unidas”.

Numa declaração conjunta, D. João X, da Igreja Greco-Ortodoxa; D. Inácio Aphrem II, da Igreja Siro-Ortodoxa; e D. José I Absi, da Igreja Melquita, lamentaram a intervenção militar dos três países, sem haver qualquer prova irrefutável – dizem – do alegado ataque químico por parte do regime de Bashar al-Assad.

“As alegações dos Estados Unidos e de outros países de que o exército sírio está a usar armas químicas e que a Síria seja um país que detém e usa este tipo de arma, não se encontra justificada nem apoiada por provas suficientes e claras.”

Também o Arcebispo de Homs, D. Jean-Abdo Arbach, em declarações à Fundação AIS, afirmou que as pessoas na Síria estão “cansadas da guerra” e que desejam levar uma vida normal. O arcebispo agradeceu ainda toda a ajuda que a Fundação AIS tem vindo a providenciar ao povo sírio não só a nível alimentar, mas também no fornecimento de medicamentos, apoio na reconstrução de igrejas e de casas de habitação.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Síria

 






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17-04-2018

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