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16-5-2018

Mali: Quatro países envolvidos na libertação da Irmã Gloria, sequestrada pela Al-Qaeda há 15 meses em Karangasso


Colômbia, França, Espanha e Vaticano estão empenhados em conseguir a libertação da irmã Gloria Argoti, sequestrada há cerca de 15 meses no Mali por um comando da Al-Qaeda.

A notícia foi revelada pela Irmã Janet, uma das religiosas que se encontravam em casa, em Karangasso, quando ocorreu o sequestro.

“Só sabemos o que todas as pessoas sabem”, afirmou a irmã numa reportagem à rádio católica espanhola ‘Cope’. “Sabemos e imaginamos que as negociações continuam”, adiantou esta franciscana.

“Como, quando, onde… isso não sabemos. Mas sabemos que a Colômbia, Espanha, França e Vaticano estão a fazer todos os possíveis para se conseguir a sua libertação.”

Para a Irmã Janet, Gloria Argoti é “uma heroína”, por ter pedido aos sequestradores para a levarem em vez da freira mais jovem da casa como era a intenção dos homens armados.

“Os homens entraram na sala, apontaram uma arma à irmã mais nova e chamaram as outras. Quando a Irmã Gloria percebeu que não se tratava apenas de um assalto, saiu”, explicou Janet aos jornalistas.

“Os homens começaram a fazer perguntas e obrigaram-nas a trazer o passaporte… A Gloria percebeu que era um rapto e começou a conversar com eles, dizendo para não levarem a irmã mais jovem, que se precisam de alguma coisa é com ela. Nós vemo-la como uma heroína, porque se entregou pela irmã mais nova.”

Segundo esta irmã, as únicas notícias de Gloria surgiram com a divulgação de dois vídeos pelos jihadistas, um em Julho e o mais recente no final de Dezembro do ano passado.

Nesse vídeo, a religiosa surge a pedir ajuda ao Papa Francisco para a sua libertação. A divulgação desse vídeo, tal como a Fundação AIS então revelou, foi considerada como uma “prova de vida” desta religiosa franciscana.

Nessa mensagem, a irmã colombiana implora ao Papa que interceda “até ao impossível” para garantir a sua libertação.

No vídeo, revelado pela agência “Al Akhbar”, a irmã faz uma referência ao Natal e à viagem que o Santo Padre “iria fazer” a dois países da América Latina. Com base nestas duas informações, calcula-se que o vídeo terá sido gravado em Dezembro de 2017.

O vídeo, com 4 minutos e quarenta e quatro segundos, é assumido como tendo sido produzido pela Frente Al Nusra para o Islão e os Muçulmanos, uma organização terrorista  ligada à Al Qaeda que agrupa os principais movimentos  jihadistas que operam na região do Sahel.

A religiosa colombiana, de 56 anos, fala em francês e lembra ao Santo Padre que está em cativeiro desde o dia 7 de Fevereiro de 2017, altura em que foi sequestrada na casa da congregação, junto à igreja, em Karangasso, uma zona rural situada a cerca de 400 quilómetros da capital, Bamako.

No final do vídeo, os sequestradores acusam “as forças ocupantes” da região de estarem a obstaculizar as negociações que permitiriam a libertação da irmã colombiana, propondo um canal de diálogo “através de organizações de caridade independentes da força colonialista”.

Entretanto, foi anunciado esta semana que a força antiterrorista constituída pelo Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger está já constituída e vai iniciar as suas operações.

Trata-se de uma força constituída por cerca de cinco mil militares que irão operar ao lado dos 4 mil soldados franceses já estacionados na região e dos cerca de 12 mil capacetes azuis integrados na Força de Paz das Nações Unidas.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Mali

 






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