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17-5-2018

RD Congo: 400 mil crianças podem morrer de fome na região do Kasai, alerta a ONU


Cerca de 400 mil crianças estão em “risco de morrer” de fome na República Democrática do Congo, especialmente as que se encontram na região de Kasai no centro do país.

O alerta vem da Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, que no mais recente relatório refere que estas 400 mil crianças representam apenas uma pequena parte dos 3,8 milhões de habitantes que precisam urgentemente de ajuda humanitária no país.

A região de Kasai, onde o problema da fome é mais agudo, era uma das mais ricas da República Democrática do Congo até à erupção, em 2016, de violência entre milícias tribais e forças governamentais.

Como consequência, registou-se também desde então o alarmante recrutamento de milhares de crianças por grupos armados.

Fatoumata Ndiaye, subdirectora executiva da Unicef, não tem dúvidas em afirmar que “o conflito e o deslocamento continua a ter consequências devastadoras para as crianças na região do Kasai”.

A par deste grave problema, a República Democrática do Congo está a lidar também com um surto de Ébola. Segundo dados da Organização Mundial de saúde, nas últimas cinco semanas registaram-se 39 casos que provocaram já 18 mortes.  

Além deste cenário de grave crise humanitária prossegue, neste país africano, um clima de violência e perseguição contra a Igreja Católica.

No passado mês de Abril, um sacerdote foi assassinado por milícias armadas. Já em Março, a Igreja local sobressaltou-se com a notícia do assassinato do Padre Florent Tula, que, tal como a Fundação AIS então afirmou, estaria “muito envolvido” na mobilização dos fiéis na contestação ao presidente Joseph Kabila e “foi encontrado morto perto do rio Kasai, em Ilebo, na província de Kasai Ocidental”.

Ainda nesse mês de Março, recorde-se, um seminarista comboniano enviou directamente para a sede da Fundação AIS em Portugal um relato dramático da violência no Kivu Norte, onde “muitas famílias foram massacradas”. O testemunho que Eugène Muhindo Kabung, seminarista em Kinsangani, enviou para Lisboa revelava uma situação dramática.

“É horrível, é mesmo um genocídio o que se está a passar na província do Kivu Norte e em particular nas cidades Beni-Lubero de onde sou natural: massacre de populações, violações de mulheres e crianças, raptos de crianças para fazer delas crianças-soldados. Desde 2009, este fenómeno aumenta de dia para dia. Desde então, vive-se autênticas barbaridades, onde muitas famílias foram massacradas e outras encontram-se num estado de pobreza e luto.”

Todos estes casos são um sinal claro também da enorme tensão que existe neste país com a Igreja a assumir um papel profundamente crítico face ao chefe de Estado Joseph Kabila, cujo mandato terminou em Dezembro de 2016.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 






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