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11-6-2018

Coreia do Norte: Pyongyang deve libertar presos políticos e de consciência antes da cimeira de Singapura, defende ONU


A libertação dos presos políticos e de consciência deveria ser um sinal do regime de Pyongyang antes do arranque, esta terça-feira, da cimeira entre o presidente Donald Trump e o líder da Coreia do Norte Kim Jung-un.

Esse gesto, afirmou um responsável das Nações Unidas, Tomas Ojea Quintana – relator especial da ONU para a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte –, deveria ocorrer no seguimento da libertação, no mês passado, dos três cristãos norte-americanos que se encontravam a cumprir pena de prisão no mais hermético país do mundo.

Falando a jornalistas em Genebra no final da semana passada, Quintana pediu um “gesto concreto” da Coreia do Norte em relação aos restantes presos na Coreia do Norte, que, segundo estimativas das Nações Unidas, serão mais de 80 mil.

Este responsável da ONU defende que na cimeira de 12 de Junho entre Estados Unidos e Coreia do Norte é necessário incluir esta questão, pois “direitos humanos, segurança e paz” são temas que “estão ligados”.

Também o Papa Francisco manifestou o desejo profundo de que a cimeira entre Trump e Kim possa ser um sucesso afastando as nuvens da guerra da península coreana.

Ontem, no Vaticano, o Santo Padre disse esperar que as conversações entre os dois líderes possam contribuir para “o desenvolvimento de um caminho positivo que assegure um futuro de paz para a península coreana e todo o mundo”, apelando às orações de todos para que a Virgem Maria “acompanhe essas conversações”.

É difícil saber quantas pessoas estarão a viver actualmente nos campos de concentração na Coreia do Norte. As estimativas, segundo diversas fontes, indicam que entre 100 mil a 200 mil pessoas estejam nesses campos.

No ano passado, o Padre Philippe Blot, um missionário francês que conhece como poucos a realidade deste país governado pela dinastia Kim, contou à Fundação AIS pormenores sobre o dia-a-dia de milhões de pessoas na Coreia do Norte, sublinhando que, no país mais fechado do mundo, os cristãos são vistos como inimigos e sofrem as mais horríveis perseguições.

“A brutalidade dos guardas é o pão de cada dia destes prisioneiros que trabalham 16 horas, sofrem torturas atrozes e assistem a execuções dos mais recalcitrantes… De todos estes ‘prisioneiros políticos’, os que sofrem pior tratamento são os Cristãos, considerados como espiões.”

De acordo com informações por diversas associações humanitárias que desenvolvem trabalho junto dos que conseguem fugir da Coreia do Norte, os cristãos actualmente detidos no país serão entre 20 e 40 mil, e são objecto do tratamento mais cruel.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Coreia do Norte

 






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