background image

Dê aos cristãos

a oportunidade de voltar para casa

Saiba mais

Detalhe

6-7-2018

Nigéria: Grupos islamitas mataram mais pessoas nos primeiros seis meses de 2018 do que em todo o ano passado


A violência está a crescer terrivelmente na Nigéria nos últimos tempos. Segundo dados revelados na semana passada pela Amnistia Internacional, só nos primeiros seis meses deste ano morreram mais pessoas neste país africano do que em todo o ano de 2017. Osai Ajigho, director do escritório da Amnistia Internacional na Nigéria, assegura que na primeira metade do corrente ano morreram, essencialmente vítimas da violência de grupos islamitas, 1.814 pessoas na Nigéria. Este número contrasta fortemente com as 894 pessoas mortas ao longo de todo o ano de 2017.

Numa declaração tornada pública por Osai Ajigho, estas mortes são o resultado de conflitos entre agricultores e pastores, ataques do Boko Haram e bandidos armados. “Estamos muito preocupados com a crescente onda de assassinatos em todo o país, especialmente os confrontos entre agricultores e pastores e ataques de grupos armados em pelo menos 17 estados”, disse Ojigho. Este responsável acusou as autoridades de negligenciarem a protecção das populações. “As autoridades têm a responsabilidade de proteger vidas e propriedades, mas claramente não estão a fazer o suficiente”, afirmou ainda.

Esta tomada de posição da Amnistia Internacional na Nigéria ocorre poucos dias após o ataque ocorrido no Estado de Plateau, onde homens armados atacaram 11 aldeias, predominantemente cristãs, tal como foi divulgado então pela Fundação AIS.

O ataque, ocorrido em 23 de Junho provocou – segundo o balanço mais actualizado – pele menos duas centenas de mortos, sem que as autoridades tivessem agido com a prontidão necessária. A Amnistia Internacional condenou este ataque e culpou o governo por não ter implementado as medidas de segurança necessárias.

No seguimento deste ataque, Osai Ajigho afirmou que é fundamental que os responsáveis governamentais da Nigéria respondam a algumas questões, nomeadamente quem são os agressores, de onde vêm, onde se escondem depois dos ataques, quem os arma, e por que razão as autoridades levam tanto tempo a responder aos pedidos de ajuda das populações?

Tal como o responsável da Amnistia Internacional, também a Igreja Católica tem erguido a sua voz na defesa das populações vítimas de verdadeiros massacres, como apontando o dedo ao que afirmam ser um plano para a “islamização” de vastas zonas da Nigéria.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

Faça parte desta corrente de oração: Um milhão de crianças rezam o terço


18-10-2018

catalogo