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3-8-2018

Iraque: O Patriarca Caldeu pede aos políticos


A situação desastrosa que o Iraque enfrenta torna urgente a formação de um "forte governo de coligação" antes que "seja tarde demais". E os futuros governantes terão que enfrentar imediatamente o aparecimentos de grupos armados organizados numa lógica sectária étnico-religiosa que ainda estão a dominar em grandes áreas do país, reservando o uso de armas "ao exército nacional e à polícia federal", fortalecendo "o papel das instituições militares "e garantindo a sua autonomia absoluta em relação às forças políticas e grupos sectários.

Estes são alguns dos pontos-chave da carta que o Patriarca caldeu Louis Raphael Sako dirigiu a todos os políticos iraquianos, apelando à responsabilidade de todos perante a paralisação política e institucional em que se encontra o país depois das eleições de 12 de Maio, enquanto o aumento do descontentamento - provocado pela crise económica e o racionamento de água e electricidade precisamente durante o Verão tórrido - é expresso nos protestos de rua e assaltos a sede de partidos políticos ou edifícios do Governo (como os que foram registados nas últimas semanas no sul do país).

A carta do Patriarca, articulada em 10 pontos e também enviada às delegações diplomáticas presentes no Iraque, parte do facto de que as promessas daqueles que no Ocidente justificaram a intervenção militar dos EUA contra o regime de Saddam Hussein como uma ferramenta para "exportar a democracia" para o Iraque falharam.

Desde 2003, recorda o Patriarca Sako, que foi criado Cardeal pelo Papa Francisco no Consistório de 28 de Junho, os governos que lideraram o Iraque "falharam na adequação da construção do país no rumo certo" e não foram capazes de desenvolver um plano abrangente para sair da crise. O cenário descrito pelo Patriarca Sako inclui não apenas conflito, violência e terrorismo, mas também "falta de serviços, desemprego, flagelo da corrupção, declínio da economia".

Entre os 10 pontos submetidos à atenção das forças políticas iraquianas, o Primaz da Igreja Católica Caldeia sugere também a reforma da Constituição e das leis, adaptando-as ao "princípio da cidadania" e às raízes do conceito de pátria e não em afiliações religiosas ou sectárias.

Por fim, o Patriarca Sako sugere ainda que se reduza o número dos membros do Parlamento e que haja uma preparação específica para as tarefas que irão enfrentar.

Agência Fides | Fundação AIS

 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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