Detalhe
7-9-2018
Chade: Nova constituição impõe juramento religioso em nome de Alá e faz aumentar medo de perseguição por motivos religiosos
A nova constituição em vigor no Chade desde Maio aumentou os poderes do presidente Idriss Deby, abolindo o cargo de primeiro-ministro e permitindo a sua reeleição até 2033, e impôs um juramento de carácter religioso para os titulares de cargos públicos.
A recusa a juramento – "em nome de Alá, o todo-poderoso" – já terá provocado demissões de dirigentes cristãos, segundo noticiou em Agosto a Rádio France Internacional. Por sua vez, o Chatolic News Service dá conta, citando uma fonte da Igreja local – que não pode ser identificada por medo de represálias – que os “Cristãos estão a ser intimidados” por causa das novas regras que privilegiam o Islão, considerando esta “situação crítica” e assegurando que “os líderes católicos temem pelas suas vidas depois de terem criticado as mudanças constitucionais”. O juramento religioso, que agora se tornou obrigatório, ameaça cristãos e todos os não-muçulmanos, excluindo-os de terem uma participação plena na vida pública. Esta situação levou já a Igreja, através da Conferência Episcopal local a pedir um referendo sobre a nova Constituição pois, afirmam os prelados, o texto deste documento "perverte gravemente as regras democráticas”. Os Bispos asseguram o seu compromisso no serviço do bem comum e no desenvolvimento, sublinhando que o país continua a ser martirizado pela pobreza – “uma grave violação dos direitos humanos” – e que o juramento religioso agora imposto na Constituição “não fará nada para resolver os problemas reais” do Chade. O Chade é um país maioritariamente muçulmano, cerca de 58%, sendo que os Cristãos representam 34% da população. PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt
*Sem Comentários
|
|




























