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11-9-2018

Moçambique: Novos ataques armados em aldeias no norte do país relançam questão da violência jihadista


Dois novos ataques no norte do país, em aldeias no distrito de Macomia, vêm aumentar os receios das populações perante os sinais evidentes de insegurança desde que bandos armados, alegadamente com ligações a grupos jihadistas, têm vindo a perturbar o sossego na região.

Um dos ataques ocorreu na passada quarta-feira, dia 5 de Setembro, numa aldeia de Mocímbia da Praia. O outro ataque, horas depois, já na sexta-feira, dia 7, ocorreu em Ilala. Praticamente todas as casas desta aldeia foram incendiadas por um grupo de dezenas de homens armados.

Relatos divulgados pelas agências de notícias dão conta de que “toda a população fugiu e não houve vítimas” a lamentar.

Desde Outubro do ano passado que diversas aldeias na região norte de Moçambique têm sido palco de ataques e de violência extrema, que já causaram dezenas de mortos de centenas de deslocados.

Ainda no final do mês de Agosto, a Fundação AIS dava conta da ocorrência de um outro ataque na província de Cabo Delgado, na aldeia de Cobre, também no distrito de Macomia, que provocou então pelo menos dois mortos e a destuição, igualmente pelo fogo, de uma dúzia de casas.

Todos estes incidentes voltam a colocar o foco das autoridades nesta  província, situada a cerca de dois mil quilómetros a norte de Maputo, onde estarão a actuar grupos armados com ligações a extremistas islâmicos.

Já em Junho, a Fundação AIS dava eco a um Comunicado assinado pelo Bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, em que o prelado se referia a estes ataques como sendo “bárbaros”.

Nesta mensagem, o Bispo de Pemba manifestou a sua preocupação pelo facto de se “perceber” que “nos atentados e ataques são os mais pobres que têm sido as maiores vítimas”, acrescentando que “as pessoas já vivem com tão pouco e o pouco que têm acabam por perder”. No documento, D. Luiz recorda que a diocese sempre foi muito pobre, mas que, nos últimos tempos, com a descoberta de muitos recursos naturais, tem sido alvo “de uma verdadeira invasão de pessoas de diferentes proveniências, empresas e projectos”.

Um estudo recente, divulgado pela agência de notícias alemã ‘DW’, afirma-se que estes grupos “incluem membros de movimentos radicais que têm sido perseguidos a norte pelas autoridades do Quénia e da Tanzânia”, e que alguns elementos “terão sido treinados por milícias da região dos Grandes Lagos, que, por sua vez, também têm ligações ao grupo terrorista Al-Shabaab, na Somália”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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