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13-9-2018

Uganda: Igreja forçada a fechar portas após meses de violência para com a comunidade cristã local


Uma igreja protestante situada nos arredores de Kampala, a capital de Uganda, foi forçada a fechar as suas portas no início de Agosto, após vários meses de violência e intimidação para com a comunidade.

A Igreja do Grande Amor, em Namasuba Zone, distrito de Wakiso, abriu portas ao culto em Maio do ano passado, congregando quase meio milhar de fiéis, apesar de estar situada num bairro predominantemente muçulmano.

Desde o início, porém, começaram a ocorrer episódios de violência, com ameaças e até o arremesso de pedras que destruíram janelas e painéis solares o que se traduziu na diminuição progressiva das pessoas que passaram a ocorrer aos momentos de culto.

Num último ataque, no início de Agosto, houve mesmo feridos que tiveram de ser transportados para o hospital local. Líderes da comunidade muçulmana têm vindo a acusar esta igreja de estar a aliciar não-cristãos para as suas sessões de culto.

A constituição do Uganda prevê a liberdade religiosa no país, mas, tal como a Fundação AIS observou no último relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo, nos últimos tempos têm-se verificado diversos incidentes nomeadamente relacionados com situações de conversão ao Cristianismo.

“Embora o Uganda seja, globalmente, um país pacífico, o número de incidentes violentos relacionados com a liberdade religiosa nos últimos dois anos é preocupante”, pode ler-se no documento. “Há uma maior recorrência destes acontecimentos no leste do país onde o islamismo é mais prevalecente”, diz-se ainda no relatório da Fundação AIS em que se sublinha o facto de muitos episódios de violência não terem sido sequer noticiados.

Os muçulmanos não representam mais de 12% da população de Uganda, sendo que os Cristãos atingem cerca de 85 por cento, repartidos essencialmente entre Católicos (42%) e Protestantes (36%).

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Uganda

 






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