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8-10-2018

RÚSSIA: Um apiário para um centro ortodoxo de reabilitação de tóxico-dependentes



Antes de ser sacerdote, o Pe. Sergij foi por muitos anos comissário de polícia com a esquadra de homicídios. Ele presenciou/*testemunhou diariamente os males que escravizam as pessoas e as tornam capazes de feitos tão terríveis. A sua experiência ensinou-o que todo o crime tem início com coisas mais pequenas. “Antes de alguém cometer actos criminosos e infringir a lei, invariavelmente começa por infringir as leis morais”, explica. No auge da sua carreira, sentiu-se atraído para o sacerdócio. Explica: “Servir como polícia e a vocação para o sacerdócio podem parecer duas coisas bem diferentes. Mas na realidade ambas são maneiras diferentes de confrontar o mal. Eu estava decidido a ajudar as pessoas e acabei por perceber que a maneira mais eficaz de o fazer em vez de combater o crime era oferecer-lhes apoio espiritual e ajudá-las a superar o pecado, com a ajuda de Deus, e através dos sacramentos, das Escrituras e da oração. Mas, fundamentalmente, há que lembrar que uma vocação não surge da nossa vontade humana, mas que é Deus que nos chama para o serviço do sacerdócio.”

As drogas são frequentemente o começo de um envolvimento cada vez mais profundo com o mal e o crime. Consequentemente, enquanto agente da polícia já estava familiarizado com o problema das drogas. Mas depois de ter sido ordenado, em 1992, e de ter ouvido repetidamente as confissões de toxicodependentes, sentiu um chamamento para se dedicar inteiramente a estas pessoas. E assim, em 1996, em Sapjornoe, uma cidade a cerca de 100 km de São Petesburgo e perto da fronteira finlandesa-careliana, estabeleceu um centro de reabilitação para toxicodependentes que visa abordar a pessoa inteira, incluindo a sua dimensão espiritual. Para ele agora, como padre, é claro que a dependência não é tanto um problema médico ou sociológico mas antes uma doença espiritual que exige uma resposta espiritual e pastoral.

O centro recebe jovens com idades entre os 18 e os 35 que já antes tenham passado por um programa de desintoxicação física numa clínica. O centro está organizado como uma família. O Pe. Sergij e a sua esposa Ljudmila dão as boas-vindas a cada jovem que entra, tal como o filho pródigo do Evangelho. “Não fazemos qualquer distinção entre os nossos próprios filhos e os jovens que para cá vêm. O mais importante é ver neles a criança, tal como o fazemos com as nossas próprias crianças”, diz Ljudmila. Os jovens são como irmãos uns para outros, os mais velhos ajudando os mais novos a crescerem para esta nova vida. E claro que há muitos outros colaboradores que de igual forma pertencem a esta grande família. Num ambiente assim, algo muda logo nos corações e nas almas destes rapazes.

Um deles, que já mudou de vida, é Mikhail, de 22 anos. Nas suas próprias palavras, tinha-se tornado um “morto vivo” quando finalmente decidiu mudar. Era claro que não viveria muito mais se continuasse com as drogas tal como estava a fazer. Tinha perdido todo o contacto com a família, mal dormia ou comia, e apenas vivia para a sua próxima dose. Inevitavelmente, também arranjou problemas com a lei. De facto, parecia-lhe a ele que a sua vida já tinha acabado. Foi pedir ajuda no mosteiro Alexander Nevsky em São Petesburgo e eles aconselharam-no a falar com o Pe. Sergij. Mesmo antes de ter sido aceite no centro, Mikhail começou a frequentar a igreja com regularidade. Ele queria saber tudo sobre a fé cristã, que era algo inteiramente novo para ele. Logo que chegou à Sapjornoe, ficou impressionado com a beleza do lugar e com o amor com o qual foi acolhido. Rapidamente se adaptou ao estilo de vida. E recorda: “Sentia-me tão incrivelmente feliz ao acordar de manhã ao som dos sinos, a apressar-me para as orações, a comer o pequeno-almoço e depois a ir trabalhar para a glória de Deus. Em Sapjornoe comecei de novo a ler livros, algo que não fazia há cinco ou seis anos. Eu amava as lindas liturgias na igreja. E quão amorosa e delicadamente as refeições eram preparadas! Em casa, nunca foi assim.” Ele permaneceu no centro durante um ano. “Durante este tempo eu re-avaliei toda a minha vida do passado e comecei a aguardar o futuro com uma profunda fé em Deus. O ano em Sapjornoe deu-me o ímpeto para iniciar uma nova vida. Não tenho a certeza se ainda estaria vivo se não tivesse ido à Sapjornoe. Glória a Deus por tudo isso!”

A cada jovem é dada uma tarefa específica logo no início. Eles podem trabalhar com o gado ou na horta, podem aprender uma profissão tal como pedreiro, carpinteiro ou marceneiro. Alguns trabalham nas oficinas a produzir velas e a fazer hóstias. Presentemente, há 60 jovens que foram aceites no centro. Para lhes proporcionar uma ocupação a todos, o Pe. Sergij gostaria de começar um apiário com 50 colmeias. Queremos ajudá-los com 30.000 €.

 


 

OBSERVATÓRIO: Rússia

 






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18-10-2018

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