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3-10-2018
Iraque: Eleições na região do Curdistão podem “persuadir muitos cristãos” a ficar no país, diz Cardeal Sako à Fundação AIS
No passado domingo, a região do Curdistão Iraquiano, que goza de alguma autonomia, foi a votos para a eleição do Parlamento.
Na véspera do acto eleitoral, D. Louis Sako falou à Fundação AIS e expressou a sua esperança de que possa vir a ocorrer uma “mudança política positiva” e que isso contribua para a presença da comunidade cristã na região. Na verdade, muitas coisas estão em jogo. O Patriarca Católico Caldeu e chefe da Igreja Católica Caldeia, explicou que estas eleições gerais são muito importantes na relação entre governo autonómico e executivo central, em Bagdade. Desta eleição esperamos uma mudança política positiva”, diz D. Louis Raphael Sako. “A cooperação entre o governo central iraquiano e as autoridades do Curdistão é muito importante. Se funcionar, todo o país funciona. Se não funcionar, surgirão muitas complicações”, afirma o patriarca elevado a Cardeal pelo Papa Francisco em 29 de junho passado. D. Sako elencou as principais necessidades da sua comunidade. “Precisamos de um aumento de emprego para os jovens; precisamos de mais ajuda para reconstruir as aldeias na Planície de Nínive, destruídas pelo grupo Estado Islâmico; precisamos que o governo aumente e melhore os seus serviços; finalmente, queremos acabar com a milícia e a corrupção.” Para se concretizar tudo isto é necessário, adiantou ainda o Patriarca, “um Iraque democrático” que saiba viver em “coexistência pacífica”. O acto eleitoral de domingo passado é um “bom sinal”, acrescentou, de que “as coisas estão a começar a mudar no Iraque”. Cerca de 20.000 famílias cristãs deixaram as suas aldeias em Agosto de 2014 e encontraram um abrigo no Curdistão, a maioria em campos de refugiados. Cerca de 9.000 famílias acabaram já de voltar para as suas casas. As eleições para o parlamento podem ser também um sinal – acrescenta o Cardeal – que possa persuadir muitos outros cristãos a permanecerem no Iraque. “Acho que seria um bom resultado, se convencermos os cristãos iraquianos, que ainda vivem no Iraque como ‘refugiados internos’, a não partirem. Para isso, precisamos reconstruir o mais rápido possível as casas destruídas, escolas, igrejas e as infraestruturas”, disse ainda D. Louis Sako. PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt
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