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4-10-2018

Iémen: Conflito armado coloca em sério risco a vida de mais de 5 milhões de crianças


O conflito armado neste país, em que uma coligação internacional liderada pela Arábia Saudita tem vindo a combater as forças dos rebeldes Huthis, auxiliados pelo Irão, está a ter consequências catastróficas a nível humanitário.

Os combates concentram-se agora essencialmente centrados na cidade de Hodeida, que está a ser alvo de uma ofensiva militar de envergadura pelas forças sauditas.

Como consequência, em toda a região, está a verificar-se um aumento exponencial do preço dos alimentos e de combustíveis.

O controlo da cidade de Hodeida, além da importância estratégica e política que representa, é também essencial pois é através do seu porto que chega mais de 80 por cento da ajuda de carácter humanitário vinda do exterior.

Agora, com os combates, corre-se o risco de interrupção de fornecimento dessa ajuda, o que se pode traduzir em situações “de fome numa escala sem precedentes”, segundo denuncia a agência Save the Children.

Também o Programa Alimentar Mundial, das Nações Unidas, já veio alertar, nas últimas semanas, para o “risco real” de o porto de Hodeida ficar inoperacional o se se traduzirá numa situação catastrófica se não se encontraram lugares alternativos para o abastecimento de alimentos e medicamentos.

Desde Outubro de 2017, com a intensificação dos combates, que a distribuição de alimentos tem sido usada também como arma de guerra no Iémen. O conflito, iniciado em meados de 2014, já causou, segundo dados da ONU, mais de 10 mil mortos e 56 mil feridos, no que é já considerada como uma das piores crises humanitárias no mundo actual.

Neste conflito armado defrontam-se essencialmente dois grandes inimigos regionais. Por um lado, a Arábia Saudita, país sunita que lidera uma coligação militar internacional que inclui forças dos Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Catar, Jordânia, Marrocos, Egipto e Paquistão.

Por outro lado, o Irão, país xiita que procura aumentar a sua influência na região, apoiando para isso as forças dos rebeldes houthis que já dominam uma área considerável no país, incluindo a própria capital, Sanaa.

Este conflito tem preocupado também o próprio Papa Francisco que ainda no passado mês de Junho afirmava que acompanhava o destino “dramático” do povo do Iémen, “já exausto por anos de conflito”, fazendo então “um apelo à comunidade internacional para que não poupe esforços para levar com urgência as partes envolvidas à mesa de negociações e evitar o agravamento da já trágica situação humanitária”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt    

 

OBSERVATÓRIO: Iémen

 






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