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Síria

Renascer dos escombros...

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1-11-2018

SÍRIA: Reconstruir Almas


Síria: Recontruir Almas
Em Qalat’al Hons não há nenhum cristão. Os que viviam por lá, cerca de três centenas, fugiram quando os jihadistas ocuparam a região. Agora estão no chamado Vale dos Cristãos. Mas o Pe. George Maamary não desiste e sonha com o dia em que se vai voltar a rezar o Pai Nosso na Igreja de Nossa Senhora da Assunção…
 
 
ALDEIA FANTASMA

Em 2012, a região foi atormentada por grupos jihadistas que ocuparam a aldeia de Qalat’al Hons e todas as aldeias em redor. A igreja local foi um dos primeiros alvos. O Pe. George nunca mais conseguiu esquecer esses dias em que esteve prisioneiro dos terroristas. “Mal chegaram, dirigiram-se para a igreja, onde eu vivia, derrubaram a porta e prenderam-me.
 
Agrediram-me de tal forma que mais tarde tive de ser operado ao ombro. Graças a Deus, o sequestro durou pouco tempo, pois trocaram-me por um jihadista que tinha sido capturado pelo exército sírio.”, diz o sacerdote à equipa da Fundação AIS que recentemente esteve na sua aldeia.
 
A aldeia não tinha mais de 25 mil habitantes. A notícia do sequestro do Padre correu veloz e ampliou ainda mais o medo que já todos sentiam pela presença na região dos homens de negro. Todos conheciam as histórias de cristãos presos, agredidos, crucificados e mortos nas aldeias e cidades então ocupadas pelos jihadistas. Ali, em Qalat’al Hons, por certo não iria ser diferente. E, de um   a para o outro, a aldeia esvaziou-se de todos os Cristãos.   
 
Foram dois anos de uma violência que ficou impressa nas paredes das casas, nas marcas dos tiroteios e das bombas. E também nas casas dos cristãos que foram arrombadas e saqueadas, tal como a igreja e tudo o que pertencia à comunidade cristã. Apesar de tudo, o Pe. George nunca abandonou a zona. Ficou como se fosse o guardião do templo.
 
Uma das suas preocupações, logo após a reconquista da região pelas forças governamentais, foi pintar uma cruz na porta e nas paredes das casas dos Cristãos para as proteger. As casas lá estão, esventradas de tudo o que tinham, mas aguardando a chegada dos seus proprietários, das suas famílias.
 
FAZER OS IMPOSSÍVEIS
 
Não podem regressar, pois estão sem trabalho. Viviam quase todos do turismo que, entretanto, desapareceu. O que tinham foi roubado. As casas estão agora vazias e precisam de obras, e a aldeia continua sem água nem electricidade. Recuperar a aldeia é, apesar de tudo, relativamente simples. As casas podem sempre ser consertadas.
 
“Estamos a fazer os impossíveis para ajudar as famílias a sobreviverem no dia-a-dia, de maneira que possam regressar um dia destes.” Para já, Qalat’al Hons continua a parecer uma aldeia fantasma. Mas o Pe. George não desiste e sonha com o dia em que se vai voltar a rezar o Pai Nosso na Igreja de Nossa Senhora da Assunção… E, para isso, ele conta com a nossa ajuda. Com a sua ajuda.
 
Mas que dizer das pessoas? Como é que se reconstrói a alegria, como é que se recupera o tempo perdido? O Pe. George sabe que vai ser difícil o regresso à aldeia feliz de outros tempos. Mas não desiste e continua em contacto com todos os seus paroquianos.  
 
 
 Uma mensagem dos refugiados para si...

“A impotência destas famílias é muito grande. Continuam desenraizados, vivendo em aldeias por ali, no Vale dos Cristãos, a apenas 10 km de distância, mas precisam de ajuda para regressar.Pe. George Maamary

 

 

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