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8-1-2019

REPÚBLICA CHECA: Ajuda para o treino de 19 seminaristas no seminário da Arquidiocese de Praga


 

Na manhã de 21 de Abril de 2018, um carro mortuário puxado por cavalos pretos parou na praça em frente ao Castelo da Praga e seis seminaristas levaram aos seus ombros o caixão do Cardeal Joseph Beran e levaram-no para a Catedral de S. Vito. A banda tocou o hino nacional checo e milhares de pessoas juntaram-se, cantando “Onde é a minha terra natal?” E, assim, 50 anos após o seu falecimento, o grande cardeal e confessor, cujo caso de beatificação está a decorrer, tinha finalmente regressado à sua terra natal e último lugar de descanso na cidade de Praga.

No dia anterior, os seus restos mortais haviam temporariamente descansado no seminário da Arquidiocese no bairro Dejvice de Praga, onde Joseph Beran tinha sido reitor quando foi preso pela Gestapo. Nos três anos seguintes sofreu nos campos de concentração de Theresienstadt (Terezín) e Dachau.
 
A sua libertação de Dachau foi, de facto, um milagre. Em 29 de Abril de 1945, o comandante do campo, ciente do rápido avanço das tropas americanas, tinha decidido executar todos os prisioneiros. Os Americanos, porém, chegaram mesmo a tempo, antes de as SS poderem cumprir esta ordem. Foi assim que Joseph Beran e os seus co-prisioneiros foram libertados. O Cardeal atribuiu este milagre à intercessão da Bendita Virgem Maria e ao Menino Jesus de Praga, a quem ele e todos os seus familiares e amigos em Praga tinham rezado fervorosamente, pedindo a sua ajuda e protecção. Depois da sua libertação do campo de concentração, o seu primeiro gesto foi o de ir ao altar da mundialmente conhecida imagem do Menino Jesus de Praga e lá celebrar uma Missa em Acção de Graças.

A sua liberdade, porém, não durou por muito tempo. Em 1946, quando foi nomeado Arcebispo de Praga pelo Papa Pio XII, opôs-se firmemente ao regime comunista. Em 1949, foi preso pelo regime, poucas horas após ter proferido as seguintes ressonantes palavras na sua homilia: “Nunca iremos curvar-nos perante qualquer regime que não se curve perante Deus!” Durante 16 anos ficou em internamento e isolamento em vários lugares, partilhando a sorte de milhares de padres e religiosos que de forma idêntica sofreram a prisão por causa da sua fé.

Em 1965 foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo VI e chamado, ou exilado, para Roma na condição de nunca mais regressar. Viveu em exílio em Roma até a sua morte em 1969 – o que foi ainda mais outra cruz pesada. Nem depois da sua morte os comunistas deixariam que ele regressasse e, assim, foi sepultado, em 1969, na Basílica de São Pedro em Roma. De facto, esta foi uma honra excepcional e o Cardeal foi, deste modo, o único checo a ser sepultado ao lado dos papas. Mas agora, 50 anos após a sua morte, o seu mais sincero desejo foi finalmente concedido e o Cardeal regressou a casa num cortejo triunfante como nunca antes houve.

Os 19 seminaristas que estão hoje em formação para o sacerdócio no seminário da Arquidiocese em Praga, onde Joseph Beran leccionou, nunca viveram tempos de perseguição. Em vez disso, enfrentam outros desafios. Hoje, a Igreja na República Checa é livre, é verdade, mas a maioria da população cresceu com o ateísmo e está longe da fé. E, mesmo assim, ao mesmo tempo, há cada vez mais e mais jovens famílias que estão a descobrir a fé e cada vez mais jovens adultos a desejar o baptismo. São precisos urgentemente bons padres para ajudarem as pessoas a encontrar o seu caminho para Deus, que durante muitas gerações sob o comunismo lhes foi recusado ou retirado dos seus corações.

 

 

 
Prometemos 9.500 € para a formação destes futuros sacerdotes.


 

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OBSERVATÓRIO: Républica Checa

 






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