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7-1-2019

EGIPTO: Ameaça terrorista faz reforçar a segurança militar junto das igrejas cristãs nas principais cidades do país


Após o atentado na sexta-feira, dia 28 de Dezembro, contra um autocarro de turistas no Cairo, que causou a morte a pelo menos quatro turistas vietnamitas e ferimentos em outras 12 pessoas, acentuou-se o controle de segurança em torno das igrejas cristãs nas principais cidades do Egipto por causa da celebração do Natal ortodoxo.

Elementos da polícia e do exército estão a patrulhar de forma intensa as igrejas cristãs temendo a possibilidade de atentados terroristas nesta época do ano, tão sensível para a comunidade cristã.

Ainda no sábado, um agente da polícia morreu e duas outras pessoas ficaram feridas com a explosão de uma bomba que estava colocada junto ao edifício da uma igreja  no distrito de Nasr, no Cairo.

A bomba deflagrou precisamente quando o agente da autoridade procurava desactivá-lo, logo após ter sido descoberto nas imediações da igreja.

De facto, segundo dados publicados recentemente pelo jornal Al-Nahar, que cita fontes do exército, “a maioria” dos grupos extremistas que actuam no Egipto tem como alvo “locais de culto” e, como sublinha a agência de notícias Asia News, “muitos desses ataques às igrejas são realizados em conjunto com as principais festividades, como o Natal ou a Páscoa, daí a decisão de colocar veículos blindados, homens armados e tropas uniformizadas nos lugares sensíveis no Egipto.

O Natal ortodoxo é celebrado hoje, dia 7 de Janeiro, segunda-feira, e existe o receio de que possa ocorrer algum ataque terrorista contra a minoria copta por parte de grupos extremistas islâmicos, especialmente desde que as autoridades lançaram contra eles uma vasta operação de repressão intitulada ‘Sinai 2018’.

Na memória de todos está ainda o atentado no início do mês de Novembro quando terroristas abriram fogo contra um pequeno autocarro com peregrinos cristãos que regressavam do mosteiro de São Samuel, numa região desértica situada na diocese de Minya.

O ataque causou sete mortos e ferimentos em quase duas dezenas de cristãos. O ataque foi prontamente reivindicado pelo auto-proclamado Estado Islâmico que, tal como outros grupos jihadistas, tem reclamado a maioria dos atentados contra a minoria cristã do Egipto, incluindo um outro ataque a um autocarro de peregrinos –também oriundo do mosteiro de São Samuel – e que causou quase três dezenas de mortos em Maio de 2017.

Ainda nesse ano de 2017, mas em Abril, no Domingo de Ramos, dois atentados em duas igrejas coptas causaram cerca de sete dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos.

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Egipto

 






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