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8-1-2019

REINO UNIDO: Londres pretende “melhorar o apoio” aos cristãos perseguidos no mundo


Jeremy Hunt, que tem a pasta dos Negócios Estrangeiros no governo de Theresa May, decidiu que o Reino Unido deve ter um compromisso mais efectivo para com as comunidades cristãs perseguidas no mundo e encomendou um estudo nesse sentido ao bispo anglicano de Truro.

O anúncio desta medida implica uma alteração significativa da estratégia política do governo do Reino Unido no que tem sido o apoio aos cristãos  nas regiões onde a liberdade religiosa está mais afectada.

O estudo agora encomendado ao reverendo Philip Mounstephen – e que deverá ser apresentado até á Páscoa – irá garantir, assegurou Jeremy Hunt numa mensagem divulgada logo a seguir ao Natal, que “o nível de apoio fornecido pelo Reino Unido esteja alinhado com o sofrimento dos cristãos”.

No documento que agora vai ser elaborado serão feitas “recomendações sobre medidas práticas” que o governo pode tomar para “melhorar o apoiar os cristãos perseguidos”.

De facto, segundo declarou Jeremy Hunt, “a perseguição aos cristãos é muitas vezes um sinal de perseguição contra todas as minorias”. “Nós podemos e devemos fazer melhor”, acrescentou.

Esta tomada de posição do governo britânico ocorre numa altura em que se escutam em alguns sectores da sociedade críticas pelo facto de Londres não ter oferecido asilo a Asia Bibi, a cristã paquistanesa que passou oito anos no corredor da morte depois de ser condenada por blasfémia, e que se encontra ainda no país, onde tem sido alvo de inúmeras ameaças, apesar de o Supremo Tribunal de Justiça a ter ilibado de todas as acusações.

O governo britânico, ao pretender assumir agora a defesa do cristianismo nas regiões onde está mais ameaçado vem dar relevo a diversos estudos publicados recentemente sobre esta matéria, nomeadamente o Relatório Sobre a Liberdade Religiosa da Fundação AIS, divulgado em Novembro do ano passado, onde se estima que mais de 300 milhões de cristãos vivem em países onde há perseguição religiosa.

Isto significa, revela o documento da AIS, que 1 em cada cinco cristãos vive em países onde há perseguição ou discriminação com base nas questões da fé.

Esta realidade tem por vezes contornos dramáticos, com pessoas, famílias e comunidades inteiras a sofrerem violência, terrorismo, ameaças, perseguição, prisão e até morte.

A liberdade religiosa é, talvez, o barómetro principal dos direitos humanos. Quando o direito à liberdade religiosa é violado, dificilmente os outros direitos fundamentais do ser humano não são também violentados. O Relatório da Fundação AIS – que examina o período entre Junho de 2016 a Junho de 2018 – assegura ainda que 61% da população mundial encontra-se a viver em países onde a liberdade religiosa não é respeitada.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Reino Unido

 






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