background image

Detalhe

16-1-2019

Apoie um Seminarista da Igreja Perseguida


 

 

Estava ajoelhado no chão, perto da Igreja, quando soldados dispararam contra ele. Três vezes. Ninguém consegue compreender por que razão o mataram. Gerard Anjiangwe tinha apenas 19 anos de idade. O jovem seminarista sonhava servir a Igreja do seu país. As aulas, no Centro S. João Maria Vianney, em Bafut, iam recomeçar no dia 12 de Outubro. Foi assassinado oito dias antes.


Todos sabem a que horas mataram Gerard. No dia 4 de Outubro, a Missa na Igreja de Santa Teresa,na aldeia de Bamessing, nos Camarões, tinha acabado às 9h30, como sempre, quando surgiu ao fundo da rua um camião militar cheio de soldados.

 

INSEGURANÇA

É preciso explicar a crise que está afectar este país africano. Com a derrota germânica no primeiro conflito mundial, dos Camarões,foi dividido como um despojo de guerra entre franceses e ingleses. A independência do país, livre de tutelas coloniais, foi só em 1961. A comunidade anglófona, predominante na região nordeste e noroeste, queixa-se da forma subalterna como o poder, que sempre falou francês, olha para si. O ano de 2016 marca o início de uma onda de protestos. Começam a registar-se confrontos entre forças da ordem e militantes secessionistas, que procuram a independência. O exército tem sido particularmente agressivo na repressão deste movimento, contando-se já mais de 500 mortos e cerca de 200 mil deslocados. Mas voltemos ao dia 4 de Outubro. Quando o camião surgiu ao fim da rua, todos os que estavam no adro da igreja sentiram medo. E tinham razão para isso. 

 

 “É UM MÁRTIR!”

Alguns soldados começaram a encaminhar-se para lá, aos tiros. O pânico instalou-se. Atemorizados, os fiéis refugiaram-se na sacristia, bloqueando a porta, mas Gerard Anjiangwe  decidiu ficar onde estava. Ajoelhou-se no chão e começou a rezar o terço. Os militares  tentaram entrar na igreja, mas não conseguiram. Então, aproximaram-se de Gerard, que estava debruçado no chão, e disseram para se levantar. Ele obedeceu. Interrogaram-no. Instantes depois, os soldados obrigaram o seminarista a ajoelhar-se de novo no chão da   igreja. Foi então que se escutaram três estrondos. Três tiros. Dispararam  três vezes contra o pescoço de Gerard e ele morreu instantaneamente! A Igreja local já veio proclamar que Gerard é “um mártir da crise  anglófona”, que está a conduzir o país para a ameaça de uma  guerra civil. 

   

(vídeo) ÁFRICA: Não é fácil ser seminarista...

   

RECEIO DO QUE PODE ACONTECER

O assassinato de Gerard trouxe revolta e desespero à comunidade cristã e alimentou ainda mais os ânimos dos que olham com desconfiança para os detentores do poder. Em declarações à Fundação AIS, já depois do assassinato do jovem seminarista, D. Michael Bibi, Bispo Auxiliar de Bamenda, lembra que este foi apenas o episódio mais recente de violência sobre elementos da Igreja em consequência da crise separatista.

A insegurança é um fantasma presente em todo o lado. O medo e a violência levaram milhares de pessoas a fugir de suas casas. Cerca de 160 mil estão algures no país. São  deslocados internos. Outros, pouco mais de trinta mil, atravessaram a fronteira para a Nigéria. Tanto uns como outros estão agora no centro das prioridades da Igreja dos Camarões.

 

Gerard só queria ser ordenado sacerdote e servir o seu povo que sofre!...


Donativo »

 
 
 

Apoie um Seminarista da Igreja Perseguida. Eles contam consigo »

Em 2018, graças aos benfeitores, a Fundação AIS apoiou cerca de 13 mil seminaristas pobres ou perseguidos em todo o mundo. Gerard foi um deles...

No Centro S. João Maria Vianney, em Bafut, há uma cadeira vazia. As aulas começaram no dia 12 de Outubro, mas Gerard Anjiangwe nunca mais vai voltar à escola. Tinha o sonho de ser padre. Acabou por conhecer o martírio aos 19 anos de idade. Morreu com o terço na mão.

 

Apoie um seminarista da Igreja Perseguida »

 

Donativo »

 
 
 
 

 

 Vídeos relacionados:

Seminaristas: Não é Fácil » Nigéria: O Chamamento » UGANDA: A alegria de Deus

 


 

OBSERVATÓRIO:

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

Terço Sem Fronteiras


25-05-2019

catalogo