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5-2-2019

IRAQUE: Trabalho da ONU de desminagem de igrejas em Mossul criticado por organização não-governamental


O trabalho de desminagem que está a ser realizado em igrejas em Mossul, no Iraque, sob a supervisão das Nações Unidas, foi duramente criticado por uma organização não-governamental, a Hammurabi Human Rights Organization (HHRO).

Em resposta às alegações de que essa operação se teria realizado “de uma maneira bárbara e arbitrária, com total desrespeito pela santidade sagrada e religiosa” de duas igrejas localizadas na região de Hosh al-Khan, no distrito de Al Maedan, em Mossul, o departamento das Nações Unidas que supervisiona a operação afirmou em comunicado, que iria convidar a HHRO e o Arcebispado católico Siríaco da Planície de Nínive, “bem como outras autoridades iraquianas relevantes” para avaliarem a situação.

Segundo a HHRO, os responsáveis pela desminagem são responsáveis por “crimes não menos graves e insolentes do que os crimes do Daesh”, o auto-proclamado Estado Islâmico que ocupou Mossul desde 2014 e procurou erradicar a presença cristã da região.

Na resposta a estas acusações, as Nações Unidas reiteraram o interesse na protecção de “todos os sítios arqueológicos, religiosos e históricos”, e que os trabalhos de desminagem e limpeza seriam feitos em estreita colaboração com o “Estado iraquiano e autoridades religiosas” de forma a se garantir que “este tesouro nacional” fique em segurança.

A agência de desminagem da ONU já realizou mais de mil e quinhentas operações de limpeza em Mossul desde Novembro de 2017 resultando na remoção de milhares de engenhos explosivos.

As equipas da ONU já removeram até ao momento, segundo o comunicado, 53 cintos com bombas para atentados suicidas que se encontravam em igrejas, assim como dezenas de munições e bombas improvisadas.

Entretanto, na semana passada, durante a cerimónia de posse do novo arcebispo de Mossul, o dominicano Najeeb Mikhael Moussa, o Patriarca Sako fez um apelo para o regresso à normalidade nas relações entre toda a população da cidade, nomeadamente entre cristãos e muçulmanos.

Este apelo ocorre numa altura em que na imprensa local têm surgido notícias que documentam a grande degradação existente na cidade, nas áreas tradicionalmente habitadas por cristãos, que estão transformadas em depósito de lixo no meio ainda das ruínas das casas.

O renascimento de Mossul foi assumido pelo novo arcebispo e pelo Cardeal Louis Sako como uma tarefa prioritária para todos os iraquianos.

O Patriarca encorajou e invocou o “renascimento” da cidade, confiando o seu novo pastor “às mãos das comunidades cristãs e muçulmanas locais”.

Por sua vez, D. Moussa assumiu a missão de ajudar os cristãos a “recuperar a história da cidade” e “fazer renascer as igrejas e os lugares de culto, alguns dos quais estão entre os mais antigos e importantes da Igreja caldeia”. Esta riqueza cultural, recordou, “faz parte da vida e da história da cidade”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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