background image

Síria

Renascer dos escombros...

Saiba mais »

Detalhe

12-2-2019

NIGÉRIA: Boko Haram lança “dos mais violentos” ataques de sempre na região norte do país


O grupo islamita Boko Haram matou pelo menos 60 pessoas num ataque "devastador", no dia 30 de Janeiro, contra a cidade fronteiriça de Rann, no nordeste da Nigéria. Segundo a Amnistia Internacional, este ataque foi “dos mais violentos” do grupo extremista em quase uma década de terror.

Elementos do grupo islamita transportados em motocicletas dispararam indiscriminadamente contra os habitantes de Rann, cidade situada perto da fronteira com os Camarões, incendiaram casas e perseguiram os moradores que procuravam fugir para a floresta.

A Amnistia Internacional teve acesso a imagens de satélite que testemunham a devastação causada por este ataque com “centenas de casas queimadas”. Muitas destas casas eram ainda apenas estruturas provisórias que funcionavam como abrigo para pessoas deslocadas de outras regiões que tinham sido alvo recentemente de outros ataques do Boko Haram.

Este ataque foi o prenúncio de uma série de outros actos violentos contra localidades nesta região. De facto, registaram-se também ataques em Michika, Madagali, Shuwa e Gulak, no estado de Adamawa, provocando o pânico nas populações que fugiram para as montanhas. Também se registaram ataques em Kananma, no estado de Yobe.

Estes ataques revelam um ressurgimento da violência extremista na Nigéria numa altura em que o presidente Muhammadu Buhari procura a reeleição do cargo, após ter afirmado que o Boko Haram já tinha sido militarmente derrotado.

A Igreja Católica também não tem escapado a esta onda de violência. Ainda em Janeiro, em Numan, no estado de Adamawa, o seminário católico foi alvo do ataque de centenas de homens armados.

Além do seminário, foram destruídas habitações e estruturas da cidade. Segundo a imprensa local, os atacantes seriam pastores fulani, que também têm sido responsáveis pela intimidação e violência contra as comunidades cristãs. O bispo da diocese católica de Yola, D. Stephen Mamza, não confirmou a identidade dos agressores mas assegurou que o seminário foi destruído.

Entretanto, a Cruz Vermelha veio manifestar a sua “preocupação” pelo agravamento da situação humanitária que se está a verificar na região nordeste da Nigéria, onde, desde 2009, o Boko Haram tem procurado implantar um ‘califado’ regido pelas leis mais estritas do Islão.

Num comunicado divulgado na semana passada, a Cruz Vermelha da Nigéria afirma que só nos últimos dois meses mais de 55 mil pessoas fugiram das suas casas, em resultado dos ataques dos grupos terroristas, e que Maiduguri, a cidade capital do estado de Borno alberga já “mais de 1 milhão de deslocados internos”. Segundo esta organização, nem as suas instalações têm escapado à onda de violência. Exemplo disso, um centro de saúde e abrigos para deslocados foram incendiados nos últimos dias em Rann por elementos do Boko Haram.

Markus Dolder, responsável da delegação da Cruz Vermelha em Maiduguri, citado pelo jornal nigeriano The Cable, relata situações de desespero, que “pais que fugiram com os seus filhos a dormirem ao relento no mato”, já que os campos de refugiados estão superpovoados devido ao agravamento da situação. “Estamos extremamente preocupados com o agravamento da situação humanitária no nordeste da Nigéria”, afirma Dolder, acrescentado que “os civis devem ser poupados por todas as partes do conflito, de acordo com o direito internacional humanitário”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

Apresentação do Relatório Liberdade Religiosa no Mundo 2018 | LEIRIA


21-02-2019

catalogo