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13-2-2019

CUBA: Inaugurada primeira igreja católica no país depois da revolução castrista


A cidade de Sandino viveu um dia de festa quando, a 26 de Janeiro foi inaugurada a primeira igreja católica no país desde que teve início a revolução socialista em 1959.

A paróquia do Sagrado Coração de Jesus é uma das três igrejas católicas autorizadas por Cuba desde então e a sua edificação foi possível graças à colaboração da comunidade cristã residente nos Estados Unidos, nomeadamente a da paróquia de San Lorenzo, em Tampa.

A nova igreja tem capacidade para duas centenas de fiéis e ocupa uma área de cerca de 800 metros quadrados.

“Ver a Igreja pronta é como passar da noite para o dia”, disse o pároco, padre Cirilo Castro, que seguiu todas as fases da construção da mesma ao Vatican News. “Sabíamos que um dia isso aconteceria”, acrescentou o sacerdote comentando a autorização por parte do governo.

Segundo a Irmã Maria Guadalupe Mendoza, citada pela agência Fides, “muitos choravam de alegria” durante a inauguração do templo. Além da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Sandino, dois outros templos estão a ser construídos, na Arquidiocese de Havana e em Santiago de Cuba.

Para a comunidade católica, a inauguração desta igreja é muito importante e simbólica. Após a revolução de 1959, Cuba tornou-se um estado oficialmente ateísta, tratando com grande desconfiança as religiões, incluindo o catolicismo. Durante os três anos que se seguiram à revolução, o regime expulsou ou aprisionou centenas de sacerdotes e irmãs e nacionalizou as propriedades da igreja.

As relações entre Igreja e governo cubano começaram a melhorar nos anos 80 e desde então têm sido impulsionadas pelas visitas do Papa João Paulo II e, mais recentemente, de Bento XVI, em 2012, e de Francisco, em 2014, levando ao restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois Estados.

O Padre Rolando Montes de Oca, sacerdote da Arquidiocese cubana de Camagüey, que já esteve em Portugal a convite da Fundação AIS, adverte, no entanto, que “ainda há um longo caminho a percorrer antes que possamos alcançar a verdadeira liberdade religiosa” no país.

Entretanto, no próximo dia 24 de Fevereiro vai realizar-se um referendo constitucional para uma nova Constituição. Os bispos cubanos chamaram a atenção para a necessidade de ficar garantida – nesse texto constitucional – a liberdade religiosa e o reconhecimento legal da igreja, da sua identidade e do papel que desempenha na sociedade.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Cuba

 






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