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21-2-2019

PAQUISTÃO: Activistas dos direitos humanos fazem campanha pela libertação de mais um cristão condenado à morte por blasfémia


Diversos sectores da sociedade paquistanesa estão a mobilizar-se numa campanha para a libertação de Sawan Masih, um cristão paquistanês condenado à morte por blasfémia. Tal como Asia Bibi – a cristã, mãe de cinco filhos, condenada à morte por blasfémia por ter bebido um copo de água de um poço, e posteriormente ilibada pelo Supremo Tribunal de Justiça – também há fortes incongruências no testemunho de acusação contra Sawan Masih.

O padre Emmanuel Yousaf, director nacional da Comissão Nacional de Justiça e Paz do Paquistão, afirmou à Fundação AIS que “estão a ser exploradas” as acusações contra este cristão e que a “verdadeira motivação por trás deste caso é uma tentativa de expulsão dos cristãos” de uma zona da cidade de Lahore.

Segundo este responsável, o bairro de Joseph Colony, em Lahore, terá ficado bastante valorizado pela sua proximidade com algumas unidades fabris e isso poderá explicar esta animosidade contra a comunidade cristã de e a acusação, infundada, contra Sawan Masih.

Segundo Sobia Masih – mulher de Sawan –, em declarações à Fundação AIS, o seu marido “foi injustamente condenado à morte” em Março de 2014, depois de “o muçulmano Shahid Imran ter afirmado que ele teria insultado o profeta Maomé”.

As incongruências na acusação contra Sawan Masih têm estado a ser exploradas pela defesa do cristão, nomeadamente o facto de haver no processo declarações de duas testemunhas que não estavam presentes no momento da alegada blasfémia. No entanto, tal como aconteceu ao longo de vários anos com o caso de Asia Bibi, também neste processo a justiça está a revelar-se extremamente lenta.

O advogado de Sawan Masih foi peremptório ao afirmar à Fundação AIS que “as audiências estão a ser constantemente adiadas”. A última audiência deveria ter ocorrido a 28 de Janeiro, mas o juiz não compareceu e foi marcada nova sessão para quarta-feira, dia 27 de Fevereiro.

Cecil Shane Chaudhry, responsável executivo da Comissão Nacional de Justiça e Paz, disse à Ajuda à Igreja que Sofre estarem documentados “mais 25 casos de cristãos que enfrentam processos criminais”. No total, desde a sua aprovação em 1986, já 224 cristãos foram vítimas da lei da blasfémia.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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