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27-2-2019

MOÇAMBIQUE: Sete mortos e vários feridos em novos ataques em Cabo Delgado


Dois ataques na passada quinta-feira, dia 21 de Fevereiro, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, causaram pelo menos um morto e seis feridos. Os ataques, aparentemente relacionados entre si, ocorreram relativamente perto do estaleiro de uma empresa petrolífera, a Anadarko, e num dos casos o alvo foi uma caravana que circulava na região com trabalhadores desta companhia.

Mais tarde, no sábado, ocorreu um novo ataque desta vez a cerca de 100 quilómetros de distância, quando uma viatura de transporte de passageiros que se deslocava entre Macomia e Mucojo foi interceptada por um grupo desconhecido que obrigou o motorista a parar a marcha do veículo. Depois, invadiram a viatura e dispararam sobre os passageiros, provocando seis mortos, entre os quais uma criança, e vários feridos que foram transportados para o Hospital Provincial de Pemba.

Ambos os ataques não foram reivindicados. Uma fonte da empresa Anadarko afirmou, em declarações à Comunicação Social, que o ataque teria sido levado a cabo por um grupo de 15 desconhecidos, vestidos de preto, que dispararam contra a caravana, ferindo várias pessoas.

A região de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques sistemáticos desde Outubro de 2017, com assaltos a aldeias, destruição de casas e assassinato de pessoas.

Calcula-se que mais de centena e meia de moçambicanos tenham perdido a vida nesses ataques que continuam a não ser reivindicados por nenhuma organização permitindo todas as especulações possíveis. Até da eventual ligação a grupos radicais islâmicos.

O Bispo de Inhambane, D. Adriano Langa, em declarações à Fundação AIS, durante uma recente visita à sede internacional da instituição, em Koningstein, na Alemanha, reconhece a existência deste problema e diz que a Igreja está preocupada.

“São pessoas que morrem que ficam com as vidas destruídas… Quando se destrói uma casa, uma aldeia, é a vida que é destruída. A Igreja está preocupada e esperamos que as coisas se esclareçam e sobretudo que as coisas acabem. Estamos ansiosos de ver isso acontecer. Que acabem (os ataques) pois tem sido muito violento, muito duro esta situação.”

A Igreja Católica tem procurado manifestar a sua proximidade para com as populações desta região remota de Moçambique. No Natal do ano passado realizou-se mesmo um peditório em favor das famílias que mais têm sofrido com estes ataques na província de Cabo Delgado. O importante, sublinhou D. Adriano Langa, “é mostrar, de facto, com esses gestos, a proximidade da Igreja”.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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