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8-3-2019

ÉVORA: “É muito positiva a presença da Fundação AIS” no Alentejo, afirmou D. Francisco Senra Coelho na apresentação do Relatório sobre Liberdade Religiosa no Mundo


Há uma “indiferença na sociedade contemporânea” face às “questões da liberdade de consciência”, alertou ontem D. Francisco Senra Coelho durante a sessão de apresentação em Évora do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo da Fundação AIS.

Perante uma sala completamente cheia, com mais de sete dezenas de pessoas, incluindo muitos estudantes universitários, o Arcebispo de Évora defendeu a importância de haver um maior interesse por parte da sociedade face às questões relacionadas com a liberdade de consciência. “Temos de levar daqui este recado: temos de fazer a sementeira da liberdade a partir da profundidade da consciência. É que a liberdade de consciência é como respirar. As coisas mais profundas da vida são silenciosas.”

Alertando que vivemos tempos em que se nota “insensibilidade” face às situações de perseguição contra os cristãos em tantos lugares no mundo – uma das principais conclusões do exaustivo Relatório ontem apresentado na cidade alentejana –, o Arcebispo de Évora apontou o dedo à “indiferença dos parlamentos dos países europeus”.

“Sabemos que a perseguição religiosa no que diz respeito ao cristianismo tem sido muito exacerbada e é estranha a indiferença dos parlamentos dos países europeus face a este acontecimento: a sua letargia, a sua atitude indiferente, o não perceber que se está perante a violação de um direito fundamental da pessoa humana.” E acrescentou: “Não tenho visto uma atitude atenta da defesa da liberdade religiosa dos cristãos perseguidos no mundo na Europa como era desejável”.

O Arcebispo de Évora teve ainda, por diversas vezes, palavras de apreço para com a obra e missão da Fundação AIS em Portugal e no mundo e, muito particularmente, pela presença com uma delegação na cidade de Évora.

“Para mim, este carisma que brotou na Igreja pela mão de um sacerdote visionário, é uma obra de Deus que nos chama a atenção para as igrejas sofridas para os nossos irmãos mais pobres, nomeadamente os que sofrem a perseguição”, disse o prelado, acrescentando ser “muito positiva a presença da Fundação AIS aqui no Alentejo, para nos apelar à partilha para a igreja que sofre e para nos despertar para estas temáticas. É muito positivo. Nós usufruímos muito com a presença da Fundação AIS em Évora. Recebemos muito mais do que damos. Que a AIS seja uma presença educativa nesta cidade do Alto Alentejo é aquilo que eu peço e para o qual trabalho como Bispo desta diocese de Évora.”

A presentação do Relatório da Fundação AIS, que aborda a questão da liberdade religiosa no mundo entre Junho de 2016 e Junho de 2018, foi uma organização conjunta da Ajuda à Igreja que Sofre, da Arquidiocese de Évora e da respectiva Pastoral Universitária, em cujas instalações decorreu a sessão, teve ainda a participação de Catarina Martins de Bettencourt, directora do secretariado português da AIS, do presidente da Comissão Nacional de Justiça e Paz (CNJP), Pedro Vaz Patto, e da professora Ema Pires da Universidade de Évora.

Catarina Martins de Bettencourt explicou numa breve intervenção a história e o sentido da missão da AIS e pediu aos presentes para colaborarem no trabalho inadiável de apoio às comunidades cristãs perseguidas no mundo. A directora da Fundação AIS também referiu o trabalho desenvolvido junto do poder político, nomeadamente na Assembleia da República, para a sensibilização das autoridades para esta temática tão relevante dos direitos humanos.

Pedro Vaz Patto, por sua vez, falou sobre a Liberdade Religiosa no contexto da Declaração Universal dos Direitos Humanos cujo septuagésimo aniversário se celebrou no passado dia 10 de Dezembro. O Presidente da CNJP recordou que “a tutela alargada da liberdade de consciência e de religião é um desafio para sociedades livres, abertas e pluralistas, que respeitam as minorias e rejeitam a imposição de um qualquer ‘pensamento único’”. Pedro Vaz Patto concluiu a sua conferência sublinhando que a defesa da liberdade religiosa “é um sinal de autenticidade e maturidade de sociedades que se pretendem assentes na liberdade e dignidade da pessoa humana”.

A professora Ema Pires fez a apresentação do relatório tendo destacado a dimensão, qualidade e profundidade do trabalho realizado pela equipa da Fundação AIS, corroborado por alguns colegas seus, que leccionam em universidades no estrangeiro a quem fez questão de enviar previamente o documento.

Antes da sessão de Apresentação do Relatório, houve um encontro do Arcebispo de Évora com alguns dos voluntários da delegação local da Fundação AIS na Igreja de Santa Clara. Philipp Ozores, secretário-geral internacional da Fundação AIS, que participou também nesta iniciativa, destacou então a importância do trabalho “único” da Ajuda à Igreja que Sofre no apoio aos cristãos perseguidos no mundo. Um trabalho só possível, fez questão de dizer, graças “à generosidade de todas as pessoas, benfeitores, voluntários e amigos” da instituição. “Com a ajuda de todos, a Fundação AIS faz milagres”, acrescentou.

 PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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