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15-3-2019

HONG KONG: China está “em guerra com a fé”, diz embaixador dos EUA sobre a liberdade religiosa internacional


A China está “em guerra com a fé” e o Partido Comunista deveria “ouvir o clamor de seu povo pela liberdade religiosa”, disse Sam Brownback, embaixador-geral dos Estados Unidos sobre a liberdade religiosa internacional, na passada sexta-feira em Hong Kong.

Esta declaração enfureceu de imediato as autoridades chinesas. Brownback, falando em Hong Kong, criticou as políticas repressivas de Pequim em matéria de religião, nomeadamente contra as minorias islâmica e tibetana.

O gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China em Hong Kong – região cuja soberania transitou do Reino Unido para a tutela de Pequim em 1997, mas que mantém um elevado grau de autonomia – protestou de imediato, afirmando que Sam Brownback tinha difamado as políticas religiosas da China.

As autoridades chinesas reclamam que a constituição do país assegura a liberdade de religião e que estas matérias têm vindo a ser usadas como forma de interferência nos assuntos internos do país.

A verdade é que tanto as autoridades norte-americanas como especialistas das Nações Unidas e responsáveis de outros países, nomeadamente a Turquia, já denunciaram a existência campos de reeducação onde estarão membros de minorias religiosas, como é o caso dos Uigures.

Calcula-se que pelo menos 1 milhão de pessoas estejam a viver nesses campos. Os responsáveis chineses afirmam que se trata, isso sim, de centros de treino vocacional de forma a se afastar do país a ameaça terrorista. Na declaração de Hong Kong, Brownback – segundo a agência Associated Press – afirmou que a China está “em guerra com a fé”, mas que o Partido Comunista deveria “ouvir o clamor de seu povo pela liberdade religiosa”.

No seu discurso, Brownback, ex-governador do Kansas, instou ainda a China a libertar Wang Yi e John Cao Sanqiang, membros da chamada igreja “clandestina”, que não reconhece a tutela de Pequim nos assuntos da religião.

Entretanto, o site Bitter Winter, que monitoriza as questões relacionadas com a liberdade religiosa e direitos humanos na China, faz uma referência aos campos de reeducação para onde as autoridades chinesas têm vindo a colocar membros das minorias religiosas.

Recordando que os “famigerados campos” chamados ‘laogai’, instituídos pelo regime chinês em 1957 foram “oficialmente banidos em 2013”, o site Bitter Winter acrescenta que, no entanto, surgem relatos de que continuam a funcionar e são até uma fonte de rendimento para o Estado através da prática de trabalho forçado.

Segundo o referido site, que entrevistou algumas pessoas que já passaram por esta experiência de dolorosa privação da liberdade, há também cristãos entre os actuais prisioneiros dos laogai e “o sofrimento” por que passam os crentes “tende a ser pior do que o dos presos médios”, afirma este site especializado em questões de direitos humanos na China.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: China

 






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