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1-4-2019

Mulheres Extraordinárias: Ruanda - A sua vida pelos outros


(vídeo) A sua vida pelos outros  

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Tem 49 anos e lembra-se perfeitamente dos tempos em que o Ruanda se transformou num matadouro. Em 1994, um milhão de pessoas foram assassinadas. Foram hútus contra tutsis. Um verdadeiro massacre. Num país onde a memória dos mortos ainda alimenta vinganças, um grupo de mulheres consagradas a Deus procura ajudar os mais débeis, os mais idosos. Os mais desprotegidos. Todos os dias a irmã Cecília prova que o amor é mais forte do que o ódio…

 

Foram apenas cem dias. Em 1994, grupos de homens armados, pertencentes à etnia hutu, mataram membros da minoria tutsi. Provavelmente nunca se saberá o número exacto dos que morreram. Estima-se que entre 800 mil a 1 milhão de pessoas tenham sido assassinadas, muitas vezes com requintes de malvadez, em cerca de três meses. Foram cem dias que enlutarem o país. Ainda hoje é difícil olhar para trás e recordar o que se passou. Fala-se em massacre, em genocídio.

 

“Deus escolheu-me…”


Desde muito jovem que sonhava com uma vida dedicada aos outros. Até que descobriu a Congregação das Irmãs Palotinas. A sua vida mudou nesse dia. “Desde criança que sonhava cuidar de pessoas idosas“, explica a Irmã Cécire. “Deus escolheu-me para fazer este trabalho”, afirma com toda a simplicidade, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Juntamente com mais sete irmãs, trabalha num centro de saúde, num jardim-de-infância e ainda em escolas. E todos os dias consegue ainda arranjar tempo para visitar algumas pessoas em suas casas.

 

São órfãos, idosos, pessoas abandonadas, que as Irmãs Palotinas abraçam diariamente, no Ruanda

   

São órfãos, idosos, pessoas abandonadas. Pessoas que vivem ainda em famílias destruídas pela onda de violência que varreu o Uganda há pouco mais de duas décadas. São pessoas que a sociedade continua a ignorar, que ninguém vê, que ninguém escuta. Muitos são idosos. Muitos continuam todos os dias a morrer ainda como se os dias do massacre não tivessem fim, como se o ódio que esteve à solta em todo o país continuasse a fazer vítimas. Todas as pessoas abandonadas que a Irmã Cécire visita são consequência ainda dos dias de terror. A insensibilidade à dor do outro continua a fazer vítimas no Ruanda. 

 

Amor e perdão

“Toda a gente perdeu alguém”, diz a
Irmã Cécire. Perante a dimensão da violência que se abateu sobre o Ruanda, o trabalho destas religiosas palotinas faz toda a diferença. “Quando a violência passou, percebemos que o que precisávamos mais era de amor e perdão. O nosso povo sofre com as consequências da guerra”, explica a irmã. “Perdemos muito e isso afecta-nos até hoje. Há muitos órfãos, muitos idosos abandonados, muitas famílias destruídas, é por isso que temos de espalhar o amor de Deus.” Cécire, a Irmã Cécire tem um sorriso desarmante. Todos os dias ela vai a casa de algumas pessoas mais fragilizadas. Normalmente são idosos.

 

Normalmente estão sós, estão abandonados. Se não fossem as irmãs, ninguém trataria deles. Esta insensibilidade talvez seja uma consequência ainda do massacre. Talvez. “Às vezes não têm nada para comer”, explica, procurando traduzir numa simples frase a dimensão trágica que se esconde em cada uma das casas que as irmãs visitam. São pessoas abandonadas. A solidariedade tem de ser construída.

 

Ultrapassar a desconfiança


Partilhar, ajudar, sorrir. Estender a mão. Não é fácil o trabalho destas irmãs palotinas num país em que a desconfiança sobre o outro ainda está tão presente. A Irmã Cécire sabe que, sozinha, não consegue mudar o mundo. Mas não desiste. “Eu poderia ter tido uma família, mas isso não seria suficiente para mim”, diz. “O amor em mim é maior. O amor de Deus inunda-me e transborda. Sinto-me livre para amar toda a gente. A minha família é maior do que os laços de sangue. A minha família é toda a minha aldeia. Quando amamos e fazemos tudo com amor, não nos cansamos porque ficamos felizes por partilhar o que recebemos.”
 
Num país onde a memória dos mortos ainda alimenta vinganças, um grupo de mulheres consagradas a Deus procura ajudar os mais débeis, os mais idosos. Os mais desprotegidos. Todos os dias a Irmã Cécire prova que o amor é mais forte do que o ódio…
 

“São Palotti não colocou limites  para ajudar as pessoas. O seu exemplo foi o que me motivou para me tornar  uma irmã palotina. Oferecer a minha vida aos outros é a minha maneira de agradecer a Deus.” Ir. Cécire

    

Reze pelo Dom da Vida e pela missão da Ir. Cécire e de todas as Irmãs de todo o mundo, que são apoiadas pela Fundação AIS . Porque são mulheres extraordinárias graças a Deus. Graças a si.

 

Com 50€ é possível apoiar na subsistência de uma religiosa durante 2 meses

 

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Neste Boletim poderá ver que do Cazaquistão ao Peru, da Síria ao Ruanda, elas fazem-no graças ao mesmo Espírito que inspira, o mesmo Evangelho que é vivido e anunciado, o mesmo Jesus que está presente nos pequeninos.

Em muitos países, dão a sua vida e o seu sangue pelo povo que servem, os seus filhos. As Irmãs são as testemunhas vivas do amor de Deus, mas precisam das nossas orações e ajuda para a sua missão. Assim, neste Ano Missionário proclamado pelo Papa Francisco, convidamos-vos a fazer parte da sua história. Estas Irmãs precisam de si. Agora.

 

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OBSERVATÓRIO:

 






comentarios
 
Nome:
maria manuela menezes braz fernandes
Comentário:
Sei do que falam pois estive no Ruanda em 2002 com as Irmãs Filhas do Coração de Maria
 
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