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30-4-2019

MOÇAMBIQUE: Igreja procura “diminuir sofrimento” das populações atingidas pelo ciclone Kenneth, diz D. Luiz Lisboa em mensagem à Fundação AIS


Pelo menos 38 mortos e 35 mil casas parcial ou totalmente destruídas é o balanço provisório da passagem do Ciclone Kenneth pelo norte de Moçambique. Como consequência imediata do mau tempo, cerca de 18 mil pessoas estão neste momento alojadas em centros de apoio. A força do vento e das chuvas deixou vastas regiões inundadas, havendo ainda estradas bloqueadas, escolas e hospitais danificados, e falhas generalizadas nas redes de electricidade e de comunicações.

D. Fernando Luiz Lisboa, Bispo de Pemba, esteve este fim-de-semana em Macomia – um dos distritos mais atingidos pelo ciclone Kenneth, a par de Mueda, Mocímboa da Praia e, Palma, por exemplo – e enviou uma mensagem para a Fundação AIS a dar conta do cenário de devastação que encontrou e do esforço das equipas da Igreja no apoio às populações mais atingidas.

“O quadro é desolador”, escreve o prelado. “Árvores caídas em todo o trajecto, sobretudo entre Ancuabe e Macomia. A chegada a Macomia é triste de se ver: postes, árvores, casas caídas... muitas e muitas perdas materiais. O povo assustado, quase sem acreditar no que lhes aconteceu. Muitas aldeias próximas da costa desse Distrito estão sem energia e sem comunicação, o que nos impede de saber sua situação real...”

A queda de pontes e as estradas bloqueadas tornaram ainda mais difícil o contacto com as populações atingidas pelo ciclone. É o caso de Meluco, de que não há contacto pois não há energia nem comunicações.

No entanto, através das equipas da Igreja que estão no terreno é possível fazer, para já, um primeiro balanço das consequências devastadores que os ventos fortes acompanhados por chuva intensa acabaram por provocar. “Soubemos pelas equipas missionárias da perda total ou parcial de centenas de habitações nos distritos de Mueda, Nangade, Muidumbe, Montepuez...”, diz D. Luiz Lisboa, acrescentando na mensagem enviada para a Fundação AIS que os próximos tempos vão ser ainda de enorme aflição.

“A previsão é de chuvas fortes nestes próximos dois ou três dias”, diz o Bispo de Pemba pedindo a todos os que estão nas zonas mais afectadas para ajudarem a avisar as populações e a evacuar as pessoas que estão em áreas de risco e que serão afectadas pelas cheias dos rios, seguindo as orientações das autoridades locais.

Pedindo as orações de todos, D. Luiz Fernando Lisboa agradece o apoio que está a ser dado pelas “organizações envolvidas na ajuda humanitária”, de forma a se diminuir, na medida do possível, “o sofrimento do nosso povo, Povo de Deus”.

Esta é a segunda vez que Moçambique é atingido por uma calamidade natural no espaço de poucas semanas. A 14 de Março, o Ciclone Idai deixou um rasto de destruição na região da Beira, com mais de 600 mortos e cerca de 350 mil pessoas em situação de enorme vulnerabilidade.

Então, logo nas primeiras horas, perante a gravidade da situação e depois de a Arquidiocese da Beira ter oficializado à sede internacional da Fundação AIS um pedido de auxílio para “minimizar o drama vivido pela população”, a Ajuda à Igreja que Sofre fez chegar à Igreja local uma primeira ajuda de emergência no valor de 30 mil euros.

Essa verba foi imediatamente aplicada, como D. Cláudio Dalla Zuanna, Arcebispo da Beira, fez questão de explicar, na reativação da “presença eclesial junto das comunidades”, fazendo face a despesas imediatas e à logística para a deslocação dos elementos da Igreja, sejam eles sacerdotes, religiosos ou leigos. A passagem do ciclone Idai afectou mais de 1,5 milhões de pessoas em Moçambique mas também no Malawi e Zimbabué.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






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