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Detalhe

1-1-2019

Boletim 1


 

 Um dos temas centrais do Sínodo dos Bispos sobre a Juventude foi a questão da vocação. Os padres sinodais sublinharam que cada pessoa é chamada por Deus. Na verdade, a vocação de todos nós é pertencermos a Cristo pelo baptismo, sermos selados com o selo do Espírito Santo no Crisma e tornarmonos um corpo com Ele na Sagrada Eucaristia. A administração dos sacramentos está profundamente ligada ao mistério da vocação sacerdotal. Mas o sacramento da ordem é um dom que transcende o homem. É uma eleição que se recebe sem mérito. Deus escolhe quem Ele quer. Muitas vezes, são pessoas que nem sequer estão à altura desse chamamento. Por isso, cada vocação sacerdotal é uma história maravilhosa em que se desenham desde logo os milagres posteriores que Deus quer realizar através do padre.

Uma dessas muitas histórias foi-nos contada por Fernando, no seminário em Montevideu, no Uruguai. O país está totalmente secularizado; há décadas que um Governo maçónico baniu da vida pública tudo o que é religioso. Uma vocação espiritual  í é um verdadeiro milagre. Fernando, de 21 anos, prepara-se há quatro para a sua ordenação sacerdotal. A sua história começou num dia comum. “Eu estava na escola, quando chegou a notícia chocante de que o pároco da nossa terra tinha morrido num acidente rodoviário. Ele era muito chegado à nossa família. Nãopodia acreditar, mas quando cheguei a casa, muitas pessoas afluíam já à igreja onde o corpo do Pe. William tinha sido colocado para a despedida. Fui lá com a minha mãe. Na igreja só vi pessoas incrédulas, impressionadas e perplexas e, nos seus rostos, a pergunta: Porquê ele? Porquê precisamente este padre de 57 anos? Também eu estava perturbado. E, ao mesmo tempo, levantouse no meu íntimo uma pergunta que ressoava constantemente: o que posso fazer por estas pessoas? Sentia que tinha que sair de mim. Olhei para cima, onde estava um grande quadro do Sagrado Coração de Jesus e perscrutei o meu coração: Senhor, o que queres que faça? Depois, baixei os olhos e vi o caixão do Pe. William. Foi a resposta: padre. E logo se ergueram as objecções: mas os planos para o meu futuro são claros, está tudo definido! Só que a resposta ardia em mim como uma chama. E vi diante de mim um padre simples e pobre como o Pe. William, próximo das pessoas e que visita os doentes. Aí, a ‘torre do meu futuro’ desabou e ergueu-se uma outra ‘torre’ ao seu lado a que eu não tinha acrescentado nenhum tijolo. Seguiram-se muitos outros sinais da misericórdia de Deus até eu finalmente dizer “sim” ao Seu chamamento.”

Queridos amigos, o Pe. Werenfried dizia muitas vezes nas suas homilias que renunciaria a todo o ofertório se houvesse um jovem na igreja que estivesse disposto a pôr a sua vida ao serviço do Senhor. Hoje são muitos os que seguem o chamamento do Senhor e precisam do vosso ofertório. Na maioria são pobres e não podem pagar a sua formação e o seu curso. Mas mais tarde hãode repartir o que receberam do Senhor e realizar milagres em Seu nome.

Abençoa-vos, grato, o vosso

 

 

 

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Pe. Martin M. Barta

Assistente Espiritual da AIS Internacional

 

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