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17-5-2019

NIGÉRIA: Leah Sharibu, que está em cativeiro às mãos do Boko Haram por não ter renunciado ao cristianismo, faz hoje 16 anos


Leah Sharibu faz hoje 16 anos mas não vai ter a companhia dos pais nem dos amigos para lhe cantarem os parabéns. Está presa, às mãos de um dos mais temíveis grupos terroristas da actualidade: o Boko Haram. Está em cativeiro há mais de um ano por não ter renunciado a Jesus Cristo como os raptores lhe exigiam.

Foi a 19 de Fevereiro de 2018 que Leah Sharibu foi sequestrada juntamente com mais 110 raparigas que estudavam num colégio interno na cidade de Dapchi, situada na diocese de Maiduguri, no nordeste do país. Foram capturadas pelo Boko Haram, grupo terrorista de inspiração islâmica que luta desde 2009 pela criação de um “califado” no norte da Nigéria, à semelhança do que o auto-proclamado Estado Islâmico fez no Iraque e na Síria.

Um mês depois, todas as raparigas foram devolvidas às suas famílias – algumas faleceram no cativeiro – com excepção de Leah Sharibu, que sendo a única cristã do grupo recusou converter-se ao islamismo como os terroristas exigiam pela sua libertação.

Volvidos 15 meses, não há sinais da possível libertação desta jovem cristã. Em Dezembro, quando vivia o primeiro Natal sem a companhia da filha, Rebeka Sharibu pedia as orações dos cristãos do mundo inteiro pela libertação de Leah. “Eu sei que em todo o mundo os crentes rezam e pedem pela libertação da minha filha, mas até agora eu ainda não vi a minha Leah. Suplico aos cristãos: não se cansem de rezar por ela até que a minha filha regresse a casa.”

A história desta jovem é extraordinária pela coragem demonstrada num ambiente tão hostil como será o de todos os reféns do Boko Haram, considerado um dos mais temíveis e sanguinários grupos terroristas da actualidade.

O pai de Leah Sharibu ficou profundamente comovido pelo exemplo da sua filha que recusou renunciar à fé em Jesus a troco da sua liberdade, e fala mesmo numa “admirável discípula de Cristo”.

Nathan Sharibu diz que “a confiança e a fé” manifestadas pela sua filha fizeram-no perceber que tem vivido “sob o mesmo tecto com uma admirável discípula de Cristo”, e por isso sente-se agora “altamente encorajado” pelo seu exemplo.

Afinal, diz Nathan, a sua filha demonstrou uma “forte fé no Senhor ao recusar renunciar a Cristo” mesmo que isso pudesse significar “a sua morte às mãos do Boko Haram”.

Não há notícias de Leah Sharibu. A mais recente foi em Outubro quando o grupo terrorista divulgou um vídeo onde ameaçava manter a jovem cristã como “escrava para a vida”.

Calcula-se que actualmente cerca de duas mil mulheres, meninas e rapazes estejam em cativeiro do Boko Haram.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Nigéria

 






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