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27-5-2019

PORTUGAL: Fundação AIS recebe galardão da Missão Permanente da Santa Sé na ONU pelo trabalho com os Cristãos perseguidos


A Missão Permanente da Santa Sé nas Nações Unidas e a Fundação Caminho para a Paz condecoraram a Ajuda à Igreja que Sofre pelo trabalho desenvolvido a nível pastoral e humanitário junto dos “cristãos perseguidos em todo o mundo”.

Na entrega do prémio, no passado dia 22 de Maio, na sede da ONU em Nova Iorque, o arcebispo Bernardito Auza, Observador Permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas, classificou a Fundação AIS como “a organização líder no mundo na denúncia às situações de perseguição” que atingem os cristãos, destacando ainda o trabalho de ajuda material que é prestado a essas comunidades.

No seu discurso, D. Auza referiu-se à AIS como “uma voz que clama no deserto” e que amplia os gritos dos “cristãos que pedem ajuda”, destacando a importância dos diversos relatórios produzidos a nível internacional pela Ajuda à Igreja que Sofre e que atestam a realidade concreta de perseguição religiosa em todo o mundo.

“A importância da informação fornecida por estes relatórios” é valorizada ainda mais, destaca o prelado, com “o trabalho no terreno” que é desenvolvido pela Fundação AIS.

Entre os vários projectos que dão corpo ao esforço de solidariedade para com a igreja perseguida no mundo, o arcebispo Bernardito Auza destacou o plano para a reconstrução de casas, igrejas e infraestruturas na Planície de Nínive, no Iraque, condição considerada essencial para o regresso da comunidade cristã a suas casas depois de essa região ter sido ocupada e vandalizada pelos jihadistas do Daesh no Verão de 2014.

Ao receber o prémio, Thomas Heine-Geldern, presidente executivo da AIS Internacional, disse que o mérito da atribuição do galardão pertence inteiramente aos “cristãos que, somente por causa da sua fé, são perseguidos, oprimidos, discriminados ou silenciados”.

Heine-Geldern destacou ainda o papel insubstituível dos benfeitores da AIS que, um pouco por todo o mundo, alimentam esta obra de caridade nascida em 1947 pela tenacidade e espírito de visão do padre Werenfried van Straaten.

”O nosso trabalho não seria possível sem o apoio incansável dos nossos benfeitores em todo o mundo”, disse o Presidente Internacional da AIS, acrescentando: “Os nossos benfeitores são o alicerce sobre o qual construímos pontes de fé, esperança e caridade em apoio à Igreja perseguida”.

Também a directora do secretariado português da Fundação AIS tem destacado a importância do trabalho que vem sendo desenvolvido junto dos cristãos perseguidos graças à generosidade dos seus benfeitores e amigos. Um trabalho que tem de prosseguir ainda com mais vigor pois são cada vez mais também os ataques que se têm verificado contra a Igreja em muitos países do mundo.

“Alertar a comunidade internacional para esta situação é essencial”, defende Catarina Martins de Bettencourt. “Se há um aumento da violência contra os cristãos”, então “torna-se mais necessário do que nunca o trabalho que a Ajuda à Igreja que Sofre desenvolve a nível global”.

O ano de 2019 está a registar uma tendência que aponta mesmo para o agravamento da perseguição às comunidades cristãs. “Seria dramático – acrescenta a directora da AIS em Portugal – se a AIS deixasse de existir.”

A Fundação AIS financia cerca de 5500 projectos em 140 países num valor global que, no ano passado, correspondeu a cerca de 110 milhões de euros.

Lech Walesa, antigo Presidente da Polónia, Kofi Anan, ex-secretário-geral da ONU, ou a Rainha Sofia, de Espanha, são personalidades que, em edições anteriores, também foram galardoados com o prémio agora atribuído à Fundação AIS.

PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






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