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30-5-2019

GANA: Relatório de segurança alerta para potenciais ataques a igrejas por grupos terroristas baseados no vizinho Burkina Faso


Igrejas no Gana são um dos alvos potenciais de grupos terroristas jihadistas que estão a operar no Burkina Faso, segundo um relatório do Centro Africano de Estudos de Segurança e Inteligência divulgado no início do mês de Maio.

Segundo este relatório, cujas linhas principais foram divulgadas pela imprensa local, terá sido emitido um alerta de segurança em especial em relação às igrejas situadas na região norte do país, que faz fronteira com o Burkina Faso.

Recorde-se que foi precisamente na região fronteiriça entre Gana, o Togo e o Burkina Faso que o padre espanhol António César Fernández, de 72 anos, foi assassinado a tiro no passado dia 15 de Fevereiro, num ataque realizado por cerca de duas dezenas de homens armados, tal como a Fundação AIS então revelou.

O relatório do Centro Africano de Estudos de Segurança aponta para eventuais ligações entre os grupos terroristas que operam nesta zona ao Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, assim como à al Qaeda.

A possibilidade de a Igreja do Gana vir a ser palco de eventuais ataques terroristas foi também avançada pelo Arcebispo de Acra no final da semana passada.

D. John Bonaventure Kwofie esteve reunido com os responsáveis da polícia e afirmou que “a segurança se tornou num grande problema depois do que aconteceu no Sri Lanka e do que está a acontecer no Burkina Faso”. Por isso, diz, “é tempo de permanecermos vigilantes e devemos ver o que é preciso fazer para a protecção das pessoas inocentes que vêm às igrejas para rezar”.

Entre as medidas de segurança já adoptadas está a proibição de entrada em igrejas de pessoas com mochilas.

A insegurança que se está a verificar no vizinho Burkina Faso está a levar centenas de pessoas para as aldeias situadas perto do Gana. Ainda muito recentemente, na manhã do dia 12 de Maio, homens armados atacaram uma igreja durante a celebração da missa na cidade de Dablo, causando seis mortos entre os quais um sacerdote, o Padre Simeon Yampa

Recorde-se que, segundo a agência de notícias AFP, “mais de 300 pessoas foram mortas no Burkina Faso só nos últimos quatro anos em consequência de ataques jihadistas”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   

 

OBSERVATÓRIO: Gana

 






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