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4-6-2019

RCA: Portugal envia militares para região onde se verificou massacre de meia centena de pessoas


Portugal enviou na passada semana um contingente militar para a região de Bocaranga onde no passado dia 21 de Maio mais de meia centena de pessoas foram mortas na sequência do ataque de um grupo armado a algumas aldeias.

Os militares portugueses fazem parte de uma força de reacção rápida ao serviço das Nações Unidas que integra também capacetes azuis do Bangladesh, Camarões, Senegal e ainda elementos das próprias forças armadas do país.

A região de Bocaranga fica situada relativamente perto das fronteiras com o Chade e os Camarões e foi palco de um dos mais graves ataques contra populações civis nos últimos tempos.

No dia 21 de Maio, elementos afectos a uma das milícias que operam na República Centro-Africana, conhecida como 3R – Regresso, Reclamação, Reconciliação – atacaram várias aldeias perto da cidade de Paoua, havendo registo de mortos em pelo menos quatro localidades.

O massacre já foi considerado como o mais grave em termos de derramamento de sangue desde que o governo e 14 milícias assinaram um acordo no passado mês de Fevereiro com o objectivo de se restaurar a paz no país.

O ataque às aldeias nesta região de Bocaranga coincidiu praticamente com o assassinato de uma missionária espanhola na aldeia de Nola, pertencente à diocese de Berberati. A religiosa, Inés Nieves Sancho, de 77 anos, foi decapitada na passada segunda-feira, dia 21 de Maio, acreditando as autoridades que o ataque à irmã possa estar relacionado com o tráfico de órgãos humanos.

A missionária espanhola pertencia à congregação das Filhas de Jesus de Massac e trabalhava na República Centro-Africana há quase três décadas. O Papa Francisco fez questão horas depois de conhecido o assassinato de Inés Sancho de “lembrar a memória”, da religiosa, explicando que ela era “educadora de meninas pobres desde há dezenas de anos” e foi “morta de forma bárbara na República Centro-Africana, precisamente no local onde ensinava costura a jovens meninas, uma mulher que deu a vida por Jesus ao serviço dos pobres”.

A República Centro-Africana vive uma terrível onda de violência desde 2013, com grupos armados muçulmanos, os Séléka, a espalharem a violência contra as populações civis, o que deu origem à criação de grupos de auto-defesa, conhecidos localmente como os “anti-Balaka”.
 
PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 






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