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1-2-2019

Boletim 2


 

Vamos juntos, como Igreja, a caminho da penitência quaresmal que desembocará no grande “Aleluia” da Festa Pascal. Este tempo é marcado pela contemplação do sacrifício de Jesus e o sinal do sacrifício redentor é a Cruz. É o tesouro que contém em si todo o bem. No baptismo fomos assinalados com o sinal da cruz; os sacramentos que nos fizeram crescer na graça, as súplicas e orações de cada um ou de toda a comunidade que sobem ao alto, toda a bênção que desceu sobre nós – tudo, realmente tudo na vida cristã encontra a sua identidade no selo da Cruz. Toda a luz, toda a força espiritual, toda a razão para a esperança provêm da Cruz. O madeiro de ignomínia dos escravos tornou-se fonte da renovação do mundo. Se quisermos ser discípulos de Jesus e alcançar a bem-aventurança eterna, temos que seguir as pisadas de Jesus e aí, mais cedo ou mais tarde, deparamo-nos com a Cruz. Mas na Cruz, embebida no sangue precioso de Cristo, reluz ao mesmo tempo a luz da vitória.

Quanta luz vem da Cruz! Ela diz-nos que a nossa separação de Deus acabou no momento em que o Filho de Deus se sacrificou  pela nossa culpa e pediu perdão por nós ao morrer.

Nenhum dos nossos ultrajes é maior do que o perdão de Cristo. Até ao condenado culpado é assegurado: “Hoje ainda estarás comigo no paraíso” (Lc 23,43). Por isso, é válido para todos: ânimo!

Na Cruz, é oferecida esta perspectiva da salvação a todos nós. Mas cada um tem que depositar os seus próprios pecados aos pés da cruz e ajoelhar-se diante de Jesus infinitamente misericordioso, o que quer dizer em concreto: fazer uma boa confissão sacramental, com o coração arrependido e o propósito sincero de não voltar a pecar. Mesmo sabendo que voltaremos a cair devido à nossa fraqueza, cada um de nós tem que dar este passo para a confissão! Está na altura de voltar a dar valor a este sacramento, que é como que a quintessência da Cruz.

Hoje em dia, fala-se muitas vezes dos pecados dos homens e das mulheres da Igreja, de reformas e de renovação. Mas uma verdadeira renovação só pode acontecer se se realiza  em cada um de nós e se usarmos os meios que o próprio Jesus nos deixou para isso! Assim, os padres têm que estar sempre disponíveis para confessar os fiéis; é prioritário. E devem dar o exemplo, confessando-se eles próprios com frequência. É aqui que começa a pastoral e todos os fiéis, independentemente da sua idade e da sua posição social, devem procurar regularmente a sua confissão pessoal. Isso será muito benéfico para todos, para cada um, para as famílias, comunidades, sociedade, toda a Igreja. Assim se realizam revoluções pacíficas, revoluções do bem!

Asseguro-vos a minha oração por todos vós, bem como a minha bênção, e desejo-vos uma Santa Páscoa, verdadeiramente transformadora!

 
 
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Pe. Martin M. Barta

Assistente Espiritual da AIS Internacional

 

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