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1-7-2019

MALÁSIA: Governo investiga desaparecimento de um cristão, activista de direitos humanos, após suspeita de que foi raptado pela polícia


Inquérito realizado por uma Comissão de Direitos Humanos aponta o dedo a uma unidade especial da polícia da Malásia no caso do desaparecimento em Fevereiro de 2017 de Raymond Koh, um pastor cristão.

Dada a gravidade das conclusões do inquérito realizado por esta Comissão, conhecida como Suhakam, o governo da Malásia ordenou entretanto a constituição de uma equipa especial para investigar este caso assim como do desaparecimento de Amri Che Mat, um muçulmano xiita que terá sito também sequestrado, mas em Novembro de 2016.

Koh, um conhecido pastor cristão de 62 anos de idade e activista dos direitos humanos na Malásia, foi sequestrado por homens mascarados que bloquearam o automóvel em que viajava numa zona suburbana da cidade de Kuala Lumpur, no dia 13 de Fevereiro de 2017.

O sequestro, captado pelas câmaras de vigilância existentes no local, terá sido levado a cabo, segundo as conclusões do inquérito da Comissão Suhakam, por uma unidade especial de segurança do Estado.

Tanto Raymond Koh como Amri Che Mat estariam sob vigilância das autoridades por desenvolverem, diz o relatório da Comissão, actividades de proselitismo. A polícia sempre negou qualquer responsabilidade no desaparecimento destes dois dirigentes religiosos.

O caso do pastor cristão é referido no último Relatório da Fundação AIS sobre a Liberdade Religiosa no Mundo como exemplo de actos “esporádicos de violência contra indivíduos de várias religiões” na Malásia desde 2016.

Sobre o caso em si, a AIS sublinha o facto de não ter sido comunicado “qualquer pedido de resgate à família” e não haver sinais de Raymond Koh desde então.

O Relatório da Fundação AIS confirma que Koh tinha sido “acusado de proselitismo em 2011 pelo Gabinete de Assuntos Islâmicos do estado de Selangor”, embora os seus familiares tenham sempre afirmado que ele estaria apenas “envolvido em acções caritativas lideradas pela sua Igreja, Harapan Komuniti (ʽComunidade da Esperançaʼ)”.

O Relatório da Fundação AIS salienta ainda outros casos conhecidos de cristãos desaparecidos na Malásia.

Em Novembro de 2016, Joshua Hilmi e a sua mulher, Ruth Sitepu, desapareceram, acrescentando a Ajuda à Igreja que Sofre o detalhe importante de que Joshua se teria convertido do Islamismo ao Cristianismo tendo-se tornado depois pastor protestante. “No mesmo mês, o muçulmano xiita Amri Che Mat também foi raptado”, indica também o Relatório da AIS.


Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Malásia

 






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