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2-7-2019

BRUXELAS: Secretário-geral da Nato alerta para o facto de os jihadistas do Daesh continuarem a ser “uma ameaça mortal”


O Daesh, também conhecido como o auto-proclamado Estado Islâmico, continua a representar “uma ameaça mortal”, apesar de já não controlar territórios tanto no Iraque como na Síria, disse o secretário-geral da NATO numa reunião de ministros da defesa desta organização, no final da semana passada, em Bruxelas.

Segundo Jens Stoltenberg, o Daesh continua a ser “uma ameaça mortal para todos” tanto no Médio Oriente como no resto do mundo, pelo que os países que constituem a NATO devem “permanecer atentos”.

Nesta reunião participou também o secretário interino de Defesa dos Estados Unidos da América. Mark Esper mostrou-se próximo da afirmação de Stoltenberg, tendo acrescentando que “ainda há trabalho a ser feito” na luta contra o Daesh e o terrorismo em geral.

“A coligação e os nossos aliados conseguiram um enorme sucesso no compromisso partilhado de derrotar o Estado Islâmico, para que o seu califado físico não possa renascer das cinzas para voltar a ameaçar-nos”, disse o responsável pela defesa dos EUA.

As afirmações de Esper, tal como as de Jens Stoltenberg, vêm no seguimento do alerta do presidente do comité do Conselho de Segurança das Nações Unidas que vigia as sanções impostas ao grupo 'jihadista'.

Em Maio, falando numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, Dian Triansyah Djani alertava para o facto de os jihadistas estarem a transformar-se numa “rede clandestina global”, e que no Iraque, por exemplo, o Daesh “começou a organizar células”, utilizando para isso combatentes oriundos da Síria.

O alerta para a ameaça de grupos terroristas sobre as comunidades cristãs na região do Médio Oriente tem sido também uma constante por parte de membros da Igreja católica.

Ainda em Maio, a Fundação AIS dava eco das preocupações do Patriarca caldeu D. Louis Sako que se referia à existência de células ligadas ao grupo jihadista que “permanecem activas em toda a parte”. A presença dessas células significa, afirmou então o prelado, que a ideologia de terror “não foi erradicada”.

Os sangrentos ataques terroristas no Sri Lanka no Domingo de Páscoa – prontamente reivindicados pelo Daesh – são disso exemplo. O combate a estes grupos terroristas deve ser feito pelas autoridades militares mas também pelos responsáveis da comunidade muçulmana, disse ainda D. Louis Sako.
“As autoridades muçulmanas têm a tarefa e a responsabilidade de derrotar essa ideologia, que é baseada numa interpretação rigorosa da lei islâmica e impõe violência em todos os lugares”.

“É preciso  difundir – acrescentou o prelado – uma cultura de respeito, de liberdade e de diálogo. É necessário respeitar a vida e o bem comum, o pleno desenvolvimento das pessoas e dos grupos que compõem a sociedade”.

 

Paulo Aido | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Bélgica

 






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