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5-7-2019

LÍBANO: Êxodo dos cristãos do Médio Oriente é “sinal sério” que não pode ser ignorado, alertam bispos maronitas


O comunicado final do Sínodo anual da Igreja Maronita, que terminou no final da semana passada no Líbano, aponta como “sinal sério” de preocupação o êxodo crescente da população cristã no Médio Oriente.

Esta situação, descrita como “sangramento humano”, está a ganhar de facto proporções alarmantes. Em Alepo, por exemplo, sobram apenas cerca de 10 por cento dos “quatrocentos mil cristãos que viviam nesta cidade síria quando teve início o conflito armado em Março de 2011.

Os bispos maronitas apontam como causas principais deste êxodo da comunidade cristã a insegurança, a crise económica e a própria destruição de aldeias, vilas e cidades como consequência directa da situação de guerra e do terrorismo.

Perante este cenário, o Sínodo da Igreja Maronita aponta para a necessidade urgente da formação de sacerdotes missionários, tarefa considerada como prioritária, a par do apoio económico às diversas comunidades cristãs.

A presença de refugiados sírios no Líbano foi tema de destaque também neste Sínodo, tendo sido abordada a questão do ensino das crianças e jovens após o encerramento de algumas escolas católicas em consequência de uma lei que impôs unilateralmente um aumento do salário dos professores.

No fim-de-semana, a questão dos refugiados sírios no Líbano ganhou projecção mediática com a notícia de que estão a ser obrigados a destruir as suas próprias habitações em face de uma “campanha agressiva” por parte das autoridades libanesas para que regressem ao seu país.

Segundo a edição de domingo passado do The Guardian, esta “campanha agressiva” já se fez sentir na cidade fronteiriça de Arsal.

As autoridades locais decidiram implementar um decreto militar exigindo a demolição das estruturas com mais de 1 metro de altura, dando como data limite o dia 1 de julho.

Temendo a repetição do que aconteceu com os palestinianos, o governo libanês proibiu a criação de campos de refugiados formais assim como a construção de “residências permanentes” com a utilização de betão e outros materiais resistentes. Desde que eclodiu a guerra na Síria, em 2011, calcula-se que cerca de 1,5 milhões de refugiados tenham procurado abrigo no Líbano.

A demolição das estruturas de habitação em Arsal pode deixar, segundo o The Guardian, “mais de 5 mil famílias e cerca de 15 mil crianças na situação de sem-abrigo.


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Líbano

 






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