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24-7-2019

REINO UNIDO: Relatório sobre perseguição aos cristãos exorta Ocidente a agir na defesa da liberdade religiosa


Um relatório encomendado pelo ministro britânico dos Negócios Estrangeiros foi publicado na semana passada e revela que a perseguição aos Cristãos é um fenómeno já global e exige uma resposta por parte do Governo do Reino Unido.

O relatório – o primeiro do género a ser solicitado pelo governo britânico – foi supervisionado pelo Bispo anglicano de Truro , tal como a Fundação AIS revelou em Maio passado. O Reverendo Philip Mounstephen sublinha, logo na introdução do documento, o facto de a perseguição aos Cristãos não ser um incidente isolado, mas sim um “fenómeno global”.

No relatório, o Bispo de Truro lamentou que as nações ocidentais “tenham estado cegas para esta questão” e expressou a esperança de que o relatório seja um alerta “para não sermos espectadores, mas agentes”, tendo enfatizado ainda que a perseguição aos Cristãos é uma questão de direitos humanos universais e deve ser vista como tal.

O relatório do governo britânico foi elaborado por uma comissão composta por diversas entidades tendo recebido também o contributo da Fundação AIS, uma instituição pontifícia que há mais de 70 anos apoia os Cristãos perseguidos em todo o mundo.

A primeira parte do relatório, em que se investigou o alcance da perseguição religiosa no mundo entre os anos de 2014 e 2018, recebeu um significativo contributo de John Pontifex e de John Newton, dois colaboradores do secretariado britânico da Fundação AIS, que forneceram materiais de pesquisa, incluindo avaliações, análises regionais e nacionais, e estudos de caso sobre incidentes de perseguição em países tão distintos como, por exemplo, a Síria, Iraque, Sudão, Paquistão, Sri Lanka, Egipto, Nigéria ou Vietname.

O relatório agora divulgado tem 176 página e termina com uma lista de 22 recomendações em que se pede ao governo britânico mais acção em resposta à violência contra os Cristãos que é descrita como atingindo, por vezes, “níveis quase genocidas”. Pede-se também ao governo para colocar sempre a questão da liberdade religiosa “no centro das prioridades da política externa do Reino Unido”.

A importância deste relatório foi já enfatizada pela líder do governo de Sua Majestade na mensagem de Páscoa deste ano. Como a Fundação AIS então noticiou, Theresa May denunciou então o “grande perigo” em que se encontram os cristãos em diversos países do mundo e reafirmou o empenho do seu governo no apoio a essas comunidades onde a liberdade religiosa está mais afectada.

Lembrando que, ao contrário do que sucede no Reino Unido, o simples facto de alguém participar numa cerimónia religiosa pode ser algo de verdadeiramente perigoso em muitos países, Theresa May enfatizou, na mensagem de Páscoa, que os cristãos têm sido particularmente visados nos últimos tempos.

“Há igrejas que são atacadas, cristãos que são assassinados e famílias que são forçadas a fugir de suas casas”, disse a responsável do governo de Sua Majestade, acrescentando que é por isso que o governo lançou uma revisão global da sua política sobre a questão da “perseguição aos cristãos”. E explicou o objectivo do seu governo: “Temos de defender o direito de todos, seja qual for a sua religião, a praticar a sua fé em paz”.
 
PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt    


 

OBSERVATÓRIO: Reino Unido

 






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