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21-8-2019

PORTUGAL: ONU assinala esta quinta-feira e pela primeira vez a questão da perseguição religiosa no mundo


Quinta-feira, dia 22 de Agosto, as Nações Unidas assinalam pela primeira vez a questão da perseguição religiosa para lembrar ao mundo as vítimas de “actos de violência” com base nas suas crenças.

Quase 71 anos depois de ter sido publicada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a ONU reconhece que os direitos de milhões de pessoas continuam a ser violados todos os dias e que é necessário homenagear “as vítimas e sobreviventes de todas as religiões” que “muitas vezes permanecem esquecidos”, apesar da mediatização existente no mundo actual.

A 28 de Maio, quando a ONU aprovou a existência de um “Dia Internacional das Vítimas de Violência baseada na Religião ou Crença”, Mark Riedemann, director internacional dos Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa da Fundação AIS, afirmou a importância desta decisão que, disse, peca por tardia.

“Até ao momento, a resposta da comunidade internacional à violência com base na religião e à perseguição religiosa em geral pode ser classificada como pouca e demasiado tardia”, afirmou Mark Riedemann. “Esta resolução é uma mensagem e um mandato claros – e todos os dias 22 de Agosto são um lembrete – de que os actos de violência com base na religião não poderão ser e não serão tolerados pela ONU, pelos Estados-membros e pela sociedade civil.”

De facto, todos os estudos sobre a questão da liberdade religiosa apontam para um agravamento desta realidade nos tempos recentes. Há uma clara unanimidade nos principais relatórios produzidos sobre esta matéria, quer pela Comissão dos EUA sobre a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), pelo Pew Research Center, ou pela Ajuda à Igreja que Sofre.

Todos esses documentos confirmam, sublinha Mark Riedmann, “um aumento sem precedentes da violência contra os fiéis de praticamente todas as crenças em todos os continentes, sendo os Cristãos aqueles que sofrem maior perseguição”.

Um aumento de violência que parece estar a crescer de dia para dia. O corrente ano tem-se revelado dramático para as comunidades cristãs, com ataques sangrentos no Sri Lanka, no Domingo de Páscoa, ou, por exemplo, na Catedral de Jolo, nas Filipinas. A violência contra os Cristãos deixou ainda enlutadas centenas de famílias na Nigéria, com aldeias inteiras a serem alvo da violência extremista. 2019 arrisca-se a ser, provavelmente, um dos anos mais dramáticos para os Cristãos nos últimos tempos.

O secretariado português da Fundação AIS vai assinalar também este Dia Internacional agora instituído pela ONU, apelando à oração dos portugueses por todas as vítimas da perseguição religiosa no mundo.

“Todos são convidados a rezar pelos cristãos e por todas as vítimas de perseguição religiosa nas suas paróquias, nas suas comunidades religiosas, em família”, sublinha Catarina Martins de Bettencourt, directora da AIS em Portugal, acrescentando: “É importante que, através das nossas orações, lembremos os que sofrem e os que, ao longo da História, sofreram perseguição, violência e até a morte apenas por causa da religião, apenas por causa da fé”.

A atribuição, pela ONU, de um dia especial para lembrar ao mundo as vítimas da intolerância religiosa é também, de certa forma, o reconhecimento da importância de instituições como a Fundação AIS.

Como salienta Catarina Bettencourt, “é preciso que todos tenham consciência da gravidade que representa a perseguição religiosa” nos dias de hoje em tantos países do mundo. “Por tudo isso”, diz ainda, “é um imperativo cada vez maior ampliar a rede assistencial que é fornecida pela Fundação AIS”.

Uma rede assistencial que auxilia, graças à generosidade dos seus benfeitores e amigos, muitos deles em Portugal, milhares de pessoas através de ajuda de emergência, com a distribuição de medicamentos, alimentos e de vestuário, mas também no alojamento, e ainda na construção e reconstrução de casas, hospitais, centros de saúde, escolas e no apoio – essencial – à subsistência de sacerdotes e de religiosas que entregam as suas vidas ao serviço dos mais necessitados.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

 

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