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4-9-2019

IRAQUE: Reinauguração de igreja em Qaraqosh é sinal de esperança para as famílias cristãs


A reinauguração da Igreja dos Santos Benjamim e Sara, no dia da Solenidade da Assunção, 15 de Agosto, foi um sinal de esperança para a comunidade cristã em Qaraqosh, no Iraque.

A igreja tinha sido destruída pelos jihadistas do auto-proclamado Estado Islâmico durante o vendaval de violência que assolou a região após o mês de Agosto de 2014 e que levou à expulsão dos cristãos que viviam na região.

Por isso, a reinauguração do templo, que foi totalmente reconstruído, é um símbolo claro da vontade das famílias cristãs de regressarem às suas terras, às suas zonas de origem.

Para o Padre George Jahola, em declarações ao Vatican News, pode falar-se na “ressurreição da própria comunidade” cristã local.

“Em 2014, tivemos que abandonar nossas igrejas e nossas casas. A cidade contava com cerca de 50 mil habitantes cristãos”, lembrou o Padre Jahola. Agora, a população cristã na cidade foi reduzida a metade. Apenas cerca de 26 mil cristãos retornaram a Qaraqosh, explicou o sacerdote.

A reinauguração do templo é também sinal de que uma das páginas mais negras da história do cristianismo no Iraque está ultrapassada. Durante os anos de ocupação pelos terroristas, as igrejas foram profanadas e em certos casos usadas até como depósito de armamento, fábrica de bombas ou de produtos químicos.

No entanto, embora o “califado” do auto-proclamado Estado Islâmico tenha desaparecido, as ameaças aos cristãos e a outras minorias religiosas na região, como é o caso dos yazidis, permanece bem viva.

Segundo a Comissão Internacional de Liberdade Religiosa dos Estados Unidos, calcula-se que cerca de 15 mil combatentes jihadistas permanecem no Iraque.

No início de Agosto, quando se assinalaram cinco anos desde que o Estado Islâmico ocupou e atacou as comunidades cristãs na Planície do Nínive, no Iraque, a Fundação AIS falou com o arcebispo católico caldeu de Erbil, D. Bashar Warda.

Questionado sobre o risco de eliminação da presença cristã na região, não fugiu à pergunta. “O Cristianismo no Iraque, uma das Igrejas mais antigas, está perigosamente próximo da extinção”, afirmou o prelado.

E explicou: “Antes de 2003 chegávamos ao milhão e meio, 6% da população do Iraque. Hoje talvez já nem cheguemos aos 250 mil. Talvez menos. Os que permanecem têm de estar prontos a enfrentar o martírio.”

Perante este cenário dramático, importa que o mundo acorde para a realidade. E as perguntas de D. Bashar Warda são certeiras e dirigem-se à consciência da comunidade internacional: “Poderá um povo inocente e pacífico ser perseguido e eliminado por causa da sua religião? E o mundo será cúmplice da nossa eliminação por não querer dizer a verdade aos nossos perseguidores?”

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Iraque

 






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