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12-9-2019

RDC: Surto de Ébola e ameaça terrorista agravam crise humanitária nesta região africana


Com mais de duas mil vítimas mortais desde Agosto do ano passado, o surto de Ébola que está a atingir a República Democrática do Congo é um sinal inquietante da situação de enorme crise humanitária que se vive neste país, especialmente na região do Kivu Norte.

António Guterres, secretário-geral da ONU fez questão de visitar este país na semana passada mostrando a sua solidariedade perante o povo e as autoridades do país.

A actual epidemia de Ébola está a revelar-se das mais graves que já atingiram o continente africano, sendo que o surto mais grave ocorreu em Dezembro de 2013 na Guiné, Serra Leoa e Libéria, com cerca de 30 mil casos registados e mais de 11 mil mortos.

Ainda na semana passada o Vatican News dava eco das preocupações de Edouard Beigbeder, representante da UNICEF no país. Segundo este responsável, “quase 600 crianças perderam a vida devido à epidemia do Ébola” desde Agosto de 2018.

“A notícia de que o número total de mortes supera os 2 mil, em mais de 3 mil casos de infecções, deve ser um grito de alarme para todos nós intensificarmos nossos esforços para derrotar esta terrível doença e acabar com esta epidemia”, acrescentou ainda Beigbeder.

Além da grave questão sanitária, a República Democrática do Congo está a braços também com sérios problemas de segurança.

António Guterres sublinhou-o também na sua visita a este país. “Trata-se de uma visita de solidariedade com o povo congolês e com as forças armadas da República Democrática do Congo na luta contra o terrorismo, que é uma ameaça para África e para o mundo inteiro", explicou o secretário-geral da ONU.

Guterres disse ainda que as Nações Unidas apoiam as forças congolesas no combate aos grupos armados e na “pronta resposta” às necessidades de segurança na região. “Espero que a minha presença aqui reafirme o meu apoio total à Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo, na luta contra os grupos armados que espalham medo e morte.”


PA| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 






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