background image

Detalhe

17-9-2019

PORTUGAL: Irmão do padre Pier Luigi Maccalli, sequestrado há um ano no Níger, diz ter “esperança na sua libertação”


“Claro que sim!” Para o padre Walter Maccalli não há qualquer dúvida de que aguarda pela libertação do seu irmão, Pier Luigi Maccalli, sequestrado no Níger há precisamente um ano.

Hoje, dia 17 de Setembro, em que se assinala o primeiro aniversário deste sequestro, o padre Walter Maccalli, missionário da SMA (Sociedade das Missões Africanas), actualmente a trabalhar na Missão de Foya, na Libéria, enviou uma mensagem em exclusivo para a Fundação AIS, testemunhando o seu estado de espírito, a certeza de que a libertação será possível mas com a confissão, também, de que não tem quaisquer notícias sobre o paradeiro do seu irmão.

“Faz um ano do sequestro de Gigi e, infelizmente, não temos notícias desde aquele dia. Todas as notícias dadas pelos jornalistas nada mais são do que suposições que não tiveram confirmação, mesmo as do governo de Burkina Faso, de que seria trazido de volta ao Níger…”

Respondendo a questões colocadas pela Fundação AIS, o padre Walter confessa que está a viver este primeiro aniversário desde o rapto do seu irmão com “um estado de ânimo que não pode ser descrito em palavras”, pois é “uma realidade que é experimentada na própria pele”.

É na oração diária e na “solidariedade e apoio dos confrades” que o padre Walter ganha ânimo, explicando que, por exemplo, na sua comunidade paroquial em Madignano, na Libéria, reza-se “o santo rosário todos os dias, e assim em muitas paróquias da nossa diocese”. Uma prática que se estende a muitas outras comunidades missionárias espalhadas pelo mundo.

No diálogo com a Fundação AIS, o padre Walter confessou mesmo de que forma costuma rezar pela libertação do seu irmão. “Há uma oração que rezamos juntos em comunidade, em Foya, na Libéria. ‘Jesus free Fr. Pier Luigi, from is captivity and bring him back home safely’.E depois há outras frases, palavras, que saem do coração: ‘Que esta realidade possa terminar, Senhor’”.

Questionado sobre as maiores dificuldades que o padre Pier Luigi possa estar a enfrentar, o padre Walter Maccalli afirmou que, “certamente”, sentirá o peso de não poder celebrar missa, assim como o afastamento da família e amigos. Mas acrescentou acreditar que, “após os primeiros momentos de tensão e dos temores da sua prisão, ele encontrou uma resposta na sua oração pela nova missão... que é, ser missionário do fundo do coração, exercitando o seu ministério com fidelidade e compaixão, como sempre o fez na comunidade em Bomoanga, fazendo o bem, ajudando os companheiros de cela, [tendo] uma boa palavra para os seus captores, cuidando e confortando aqueles que estão doentes…”

Sobre si, e o seu estado de espírito especialmente neste dia 17 de Setembro em que se assinalam os primeiros 12 meses de sequestro do seu irmão de casa em Bamoanga, mesmo em frente à igreja local, no Níger, o padre Walter Maccalli afirma “que não está tranquilo, que está sempre à espera da boa notícia da libertação de Gigi”. “É como uma ferida que está sempre aberta e não cicatriza.”

Questionado directamente pela Fundação AIS em Lisboa sobre se acredita na libertação do padre Pier Luigi, a resposta é inequívoca: “Claro que sim”. “A esperança é essa, a sua libertação. Sabemos que são coisas longas, que demoram tempo, mas esperamos com fé e paciência, pela sua libertação. As orações que fazemos diariamente na nossa aldeia são com essa esperança. Há muitas pessoas que estão a rezar. Ele fazia o bem antes na missão de Bomoanga, e acredito que continua a fazer nesta sua nova missão.”

Actualmente na Libéria, juntamente, entre outros, com a portuguesa Alexandra Almeida, uma missionária leiga oriunda da paróquia de Famões, Patriarcado de Lisboa, o padre Walter não está também imune a possíveis ataques jihadistas como o que atingiu o seu irmão. No entanto, afirma que não tem medo. “Quando estamos em missão, não estamos a olhar o perigo. É a nossa missão, temos um compromisso importante que é anunciar o Evangelho. Importante é realizar a própria missão, não estamos a olhar o perigo.”

Agradecendo toda a solidariedade, o padre Walter pede directamente aos benfeitores e amigos da Fundação AIS em Portugal e no mundo inteiro para que não se esqueçam de rezar sempre pelos missionários. “Que se possam lembrar de nós, missionários, nas vossas orações, que não nos abandonem, que sejam sempre solidários com a vossa oração, e com a vossa ajuda, tão importante. Dando noticias e testemunhos de unidade e paz, para que estas perseguições possam ter um fim. Que Deus vos abençoe e às vossas famílias. Muito, muito obrigado.”


Paulo Aido| Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Portugal

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

1 Milhão de Crianças Rezam o Terço


18-10-2019

catalogo