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25-9-2019

EUA: Trump leva questão da perseguição religiosa à ONU e anuncia verba de 25 milhões para defender liberdade de culto


“No momento em que falamos, judeus, cristãos, budistas, hindus, sikhs, yazidis e muitas outras pessoas de fé estão a ser presos, punidos, torturados e até mortos, muitas vezes às mãos do seu próprio Governo, apenas por manifestarem as suas mais profundas convicções religiosas.”

Foi com este discurso que o presidente dos Estados Unidos anunciou a aposta do seu país na defesa da liberdade religiosa no mundo. Falando antes do arranque da Assembleia Geral da ONU, que debateu a questão das alterações climáticas, Donald Trump enfatizou a importância que o seu governo dá a esta questão e anunciou uma verba de 25 milhões de dólares para a protecção da liberdade de culto.

Este anúncio por parte do presidente norte-americano vem no seguimento da criação da Aliança Internacional para a Liberdade Religiosa que, como a Fundação AIS já noticiou por diversas vezes, procura ser um fórum de defesa das comunidades perseguidas por causa da sua fé.

Segundo um comunicado divulgado entretanto pela Casa Branca, com estas medidas agora anunciadas os Estados Unidos querem colocar a questão “da liberdade religiosa no centro das atenções” da comunidade internacional, procurando exortar as nações para “se comprometerem a proteger as vítimas” da intolerância religiosa.

Recordando que “83 por cento da população mundial vive em nações onde a liberdade religiosa é ameaçada ou proibida”, a Casa Branca enfatiza o facto de o governo de Donald Trump estar “profundamente preocupado” com a situação dos muçulmanos uigures detidos em campos de reeducação na China, e com os Cristãos, “o grupo religioso mais perseguido no mundo”.

“Com uma voz clara, os Estados Unidos da América exortam as nações do mundo a acabar com a perseguição religiosa”, disse ainda Donald Trump.

Este evento, que decorreu na Sala das Conferências, no edifício da ONU, em Nova Iorque, contou com a presença não só de Donald Trump mas também do secretário-geral da ONU, António Guterres, e ainda do vice-presidente norte-americano, Mike Pence e do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo.

No evento, denominado “Apelo Global para Proteger a Liberdade Religiosa”, e que antecedeu a 74ª Assembleia Geral da ONU, também António Guterres expressou a sua solidariedade para com todas as vítimas de intolerância religiosa no mundo, considerando ser “totalmente inaceitável” que as pessoas enfrentem discriminação religiosa no século XXI.

Guterres disse lamentar haver um número crescente de pessoas humilhadas, assediadas e atacadas por causa apenas de sua religião ou crença.

“Judeus foram assassinados em sinagogas, suas lápides desfiguradas com suásticas; muçulmanos foram mortos a tiros em mesquitas, seus locais religiosos vandalizados; cristãos foram mortos durante a missa, suas igrejas incendiadas. E em muitos lugares do mundo, comunidades inteiras foram alvo por causa de sua fé — inclusive em lugares onde essas comunidades existem há séculos, se não há milênios”, disse o secretário-geral da ONU.

António Guterres disse ainda que “a melhor maneira de promover a liberdade religiosa internacional é unindo as nossas vozes para o bem, combatendo mensagens de ódio com mensagens de paz, abraçando a diversidade e protegendo os direitos humanos em todos os lugares”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt 
  

 






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