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29-9-2019

NAÇÕES UNIDAS: Cardeal Parolin apela ao envolvimento da comunidade internacional na ajuda aos cristãos do Médio Oriente


Há ainda muito a fazer no apoio aos cristãos do Médio Oriente, nomeadamente os que pretendem regressar a suas casas após a ocupação pelos jihadistas do Daesh.

Para o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, a reconstrução da Planície de Nínive assim como de outras regiões com forte presença cristã devem ser consideradas como uma prioridade pela comunidade internacional.

Falando em Nova Iorque na Assembleia Geral da ONU, na passada sexta-feira, dia 27 de Setembro, o cardeal Parolin recordou a visita que fez ao Iraque durante as festividades do Natal do ano passado e como se impressionou com a coragem dos cristãos que insistem no regresso a casa e no imenso que há ainda a fazer para que toda aquela região volte a viver tempos de alguma normalidade.

“Entre os dias 24 e 28 de Dezembro, tive o privilégio de viajar para a Planície de Nínive no Iraque para celebrar o Natal com algumas das pessoas mais corajosas e inspiradoras que já conheci”, disse o Cardeal. O secretário de Estado do Vaticano falou da “alegria contagiante e fé forte” que encontrou, mas referiu que ficou também “impressionado com o estado” em que se encontra “o processo de reconstrução” das casas e infraestruturas locais.

“Muitos dos cristãos da Planície de Nínive, depois da fuga e exílio, já puderam regressar a casa e iniciar o árduo processo, não apenas de reconstrução das casas mas também de reorganização do tecido social que foi destruído pelo ódio, traição e brutalidade.”

Afirmando que o regresso dos cristãos a suas casas na Planície de Nínive é “um sinal de que o mal não tem a última palavra”, o responsável do Vaticano sublinhou “a importância da presença” da comunidade cristã numa região onde “tem as suas raízes históricas mais profundas” e onde se tem notabilizado também por ser “uma fonte fundamental de paz, estabilidade e pluralismo desde há séculos”.

Agradecendo directamente o empenho de instituições como a Fundação AIS, a Caritas ou os Cavaleiros de Colombo, o Cardeal Parolin afirmou que há ainda muito a fazer no apoio a estas comunidades cristãs especialmente no que concerne ao abrigo e à segurança.

“Enquanto eu caminhava na cidade de Mossul, ainda havia escombros por toda parte, dificultando a travessia. As infraestruturas mais básicas ainda têm de ser reconstruídas. A situação de segurança, essencial para a região florescer novamente, ainda é ténue ”, afirmou perante os representantes das Nações Unidas.

Incentivando as instituições de solidariedade a prosseguirem com o seu trabalho junto das comunidades cristãs no Médio Oriente, o secretário de Estado do Vaticano lembrou que “a ajuda humanitária básica permanece necessária”, e que há necessidade premente “de empregos e formação profissional, programas de educação e juventude, assistência à saúde mental”, entre outras áreas urgentes.

Na sua intervenção na ONU, na passada sexta-feira, o Cardeal Pietro Parolin deixou ainda uma palavra sobre a importância da defesa da liberdade religiosa. Lembrando o encontro recente entre o Papa Francisco e Ahmed el-Tayyeb, o grande imã da Universidade de Al-Azhar, o secretário de Estado do Vaticano frisou a necessidade da “protecção dos locais de culto como uma consequência directa da defesa da liberdade de pensamento, consciência e de religião”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 






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