background image

Detalhe

30-9-2019

MOÇAMBIQUE: Estado Islâmico reivindica ataques e refere-se pela primeira vez a uma “vila cristã”


Diversos ataques contra estruturas do exército moçambicano na província de Cabo Delgado, no norte do país, foram reivindicados pelo Daesh, o auto-proclamado Estado Islâmico, havendo pela primeira vez uma referência expressa à comunidade cristã.

A mensagem mais recente, divulgada na quinta-feira, dia 26 de Setembro, através da Internet, refere-se ao ataque ao “posto do exército cruzado moçambicano” ocorrido dias antes em Mbau, em Mocímboa da Praia. Os atacantes deixaram um rasto de destruição e morte, tendo incendiado diversas casas, numa das quais funcionava como sede local da Frelimo, o partido no poder em Moçambique.

Um jornal local, a Carta de Moçambique, fala num “cenário de terror” e de “desespero total”, com Mbau transformada numa aldeia fantasma após a fuga das populações.

Antes de Mbau registaram-se ataques também nas localidades de Quiterojo e de Cobre. No comunicado publicado na Internet, Quiterajo é classificada pelo Daesh como “vila cristã”, referindo-se que “os soldados do califado” causaram “muitos mortos” nessa acção militar.

Segundo a agência Lusa, os jihadistas afirmaram ainda que levaram “armas e munições e também queimaram casas da vila cristã em vingança pelos muçulmanos”.

Em relação à vila de Cobre, o auto-proclamado Estado Islâmico refere que os “soldados do califado” atacaram o posto militar, “matando muitos dos elementos e queimando completamente veículos e tanques”, além de se terem apropriado também de armamento.

Esta não é a primeira vez que o Daesh reivindica acções terroristas em Cabo Delgado. A 4 de Junho reclamou, pela primeira vez, uma operação nesta província moçambicana situada no norte do país.

Esta região tem sido palco desde Outubro de 2017 de diversos ataques extremamente violentos. Calcula-se que tenham morrido já cerca de três centenas de pessoas nesses ataques que visam especialmente zonas relativamente isoladas, havendo o registo de aldeias praticamente destruídas.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Moçambique

 






*Sem Comentários
deixar comentario
Mês:
 

RedWednesday


27-11-2019

catalogo