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8-10-2019

PAQUISTÃO: Os Cristãos vivem “com medo de ataques e de perseguições”, denuncia o Bispo de Hyderabad


A violência, o medo e a perseguição fazem parte da vida quotidiana dos Cristãos no Paquistão, segundo o Bispo de Hyderabad. Em declarações à Fundação AIS durante uma recente visita aos Estados Unidos, D. Samson Shukardin acusa grupos radicais islâmicos de discriminarem as minorias religiosas, nomeadamente os cristãos.

A Lei da Blasfémia – que ganhou visibilidade mediática com o caso da cristã Asia Bibi – é paradigmática. Segundo este prelado, é importante que a comunidade internacional tenha em atenção esta questão, pois há muitos casos de falsas acusações com base nesta lei e que não chegam ao conhecimento da opinião pública. “As leis anti-blasfémia continuam a ser um grande problema no país. Nos últimos vinte anos, houve mais de 1.500 casos de pessoas acusadas de blasfémia…”

Esta realidade decorre de um contexto de radicalização religiosa. Diz D. Shukardin que “o ensino islâmico está a impor de forma vigorosa o seu modo de vida”. Consequência directa dessa radicalização, os cristãos sofrem não só com as leis anti-blasfémia mas também são vítimas de sequestros e de casamentos forçados. Estes casos “são muito comuns” nas zonas rurais, “onde as pessoas têm pouca educação”, explica o Bispo. Além disso, há também a considerar a “discriminação nos locais de trabalho, o que prejudica especialmente os jovens”.

As declarações do Bispo de Hyderabad foram proferidas quase em simultâneo com a denúncia, também à Fundação AIS e pelo Arcebispo de Lahore, de que se está a verificar no Paquistão uma onda de sequestros e de conversões forçadas de raparigas cristãs menores de idade.

Em resultado deste ambiente terrível, os cristãos vivem “com medo de ataques e de perseguições”, diz o Bispo de Hyderabad à Ajuda à Igreja que Sofre. Em resposta a este cenário, torna-se cada vez mais relevante o trabalho desenvolvido pela Igreja Católica junto das comunidades mais desfavorecidas. D. Samson Shukardin aproveitou a viagem aos Estados Unidos para lançar um apelo para que o mundo olhe com mais atenção para a Igreja minoritária no Paquistão e a auxilie no trabalho de promoção social que tem vindo a desenvolver.

“Precisamos de mais escolas e de ajuda financeira para as famílias pobres. Também precisamos de ajudar essas famílias na educação dos seus filhos”, diz o prelado lembrando que, apesar da discriminação, dos ataques e da violência, apesar do medo, os Cristãos paquistaneses têm dado ao mundo um notável exemplo de fé. “A comunidade cristã está profundamente enraizada na sua fé, as igrejas estão cheias aos fins-de-semana e nas principais festividades”, diz o prelado, acrescentando que “as pessoas têm orgulho na sua religião”.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt

 

OBSERVATÓRIO: Paquistão

 






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