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29-10-2019

CHILE: Igreja afirma compreender revolta das populações e pede às autoridades que assumam as suas responsabilidades


Uma dezena de mortos, centenas de detidos e uma mancha de destruição nas principais cidades chilenas é o balanço, ainda provisório, das manifestações que tomaram conta da vida neste país sul-americano.

As manifestações, que tiveram início a 18 de Outubro, depressa degeneraram em violência, com estações de metropolitano queimadas, lojas vandalizadas e saqueadas, e infraestruturas públicas incendiadas, obrigando as autoridades a decretarem o estado de emergência em várias cidades.

O aumento do preço dos bilhetes de metropolitano foi o rastilho que desencadeou uma onda de protestos que parece não ter fim em que multidões reclamam mudanças ao nível da saúde, do trabalho, da segurança social, educação, habitação e transportes.

Entretanto, a Igreja chilena publicou uma declaração em que estes acontecimentos, descritos como “dolorosos e traumáticos”, fazem parte “de um processo que se está a atravessar há décadas e que tem consequências profundamente humanas que não podemos ignorar”.

Os prelados condenam a violência que tomou conta das ruas mas pedem aos responsáveis políticos para compreenderem “o profundo mal-estar das pessoas e das famílias”. Na declaração, os Bispos chilenos escrevem que as pessoas sentem-se “atingidas por medidas iníquas e decisões arbitrárias” que dizem respeito às suas vidas de todos os dias delas “e por práticas diárias que consideram abusivas, porque atingem sobretudo os grupos mais vulneráveis”.

Também o Papa Francisco manifestou a sua preocupação, apelando ao diálogo para se “encontrar soluções” que permitam “enfrentar as dificuldades que geraram” esta situação de crise.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt


 

OBSERVATÓRIO: Chile

 






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