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1-11-2019

Sudão do Sul/Uganda: Um catequista refugiado em Bidibidi


Santos Tai Gatluk

  

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A história de Santos Tai Gatluk confunde-se com a do seu país, o Sudão do Sul. É trágica. Nasceu em 1986, numa família cristã de agricultores e pastores. Quase todos já morreram.

 

Gatluk sabe bem o que é a guerra. O sabor  do medo. Já esteve várias vezes no meio de combates, apanhado por fogo cruzado, entre grupos de milícias, forças do exército, bandos armados. Santos Gatluk aprendeu a sobreviver. 

 

“Conheço a guerra desde a barriga da minha mãe. Decidi ir para o Uganda para salvar a minha vida. Mas nas estradas para as fronteiras do Sudão do Sul e do Uganda morria muita gente. Por isso, os meus familiares disseram-me: ‘Santos, se fores, vais morrer.’ O caminho era muito perigoso, mas Deus foi a minha protecção”, explica a uma equipa da Fundação AIS que o visitou no campo de refugiados de Bidibidi, no Uganda, onde vive desde o dia 28 de Agosto de 2016.

 

Ali estão milhares de pessoas que, como ele, tiveram de fugir para salvar a própria vida. Ninguém está seguro em lado algum. Nem ali. O campo de refugiados  ac lhe gente de todo o lado. Cristãos e muçulmanos, animistas, pessoas generosas e bandidos. Sobreviver num campo de refugiados em África é difícil.

 

A missão de Santos 

 

Em Bidibidi é muito difícil. “Temos de lutar literalmente pela comida que nos  dão e para conseguir lenha para podermos cozinhar para sobreviver. Mas sabemos que a nossa vida depende sempre  de Deus”, explica Tai Gatluk. Apesar de tudo, Santos Tai Gatluk pretende continuar  em Bidibidi. Tem uma missão para cumprir. Ele é um dos rostos da Fundação AIS neste campo de refugiados.  Tornou-se catequista depois de ter feito um curso de formação. “Se não  tivesse sido a Igreja, eu já tinha deixado Bidibidi. Mas, graças ao trabalho da Fundação AIS, fiquei.” 

 

Hoje, por causa de pessoas como Santos Gatluk, mesmo quando não há sacerdotes  ou irmãs, a Igreja é uma presença diária no campo de refugiados.

 
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E é, por isso, um  sinal de esperança. Quase todos os dias há aulas de catequese e quase todos os  dias se distribui a Comunhão. “Percebi  que Deus me disse  'Eu amo-te’ e fiquei  emocionalmente curado. E vejo que isso também acontece aos outros.” 

 

A guerra, de décadas, na região, arrastou milhares de rapazes e raparigas para o flagelo da violência. São crianças-soldado. Estão abandonadas. Perderam o contacto com as famílias, com amigos. Pior de tudo: perderam a infância. Muitos também  estão ali, em Bidibidi.

 

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