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1-11-2019

Nigéria: Catherine Ibrahim e Leah Sharibu - Duas Cristãs prisioneiras do Boko Haram


 Catherine Ibrahim - Uma cristã prisioneir do Boko Haram
 
 
O Boko Haram nasceu na Nigéria. É um grupo terrorista conhecido pela brutalidade dos seus ataques.A Igreja está na mira dos jihadistas. Ninguém escapa. Catherine Ibrahim e Leah Sharibu são apenas dois exemplos de mulheres cristãs  que caíram nas mãos destes soldados do ‘califado’.
 
Recordar é, para Catherine Ibrahim, algo  de muito penoso. Quando se lembra do dia em que “os bandidos do Boko Haram” entraram na sua aldeia, é-lhe impossível  não ver, de novo, o olhar assustado do marido no momento em que foi brutalmente  assassinado à sua frente. “Mataram-no sem piedade. Não me esqueço do medo nos seus olhos. Detesto recordar-me.” 
 
Catherine Ibrahim caiu nas mãos dos terroristas que pretendem a instauração de um ‘califado’ no norte da Nigéria e expandi-o para todos os países da região. Hoje vive num campo de deslocados gerido pela Igreja Católica na Diocese de Maiduguri,  uma das mais atingidas pela violência jihadista.
 
Quando o Boko Haram atacou a sua  aldeia e assassinou o seu marido, Catherine estava com os seus dois filhos, Daniel e Salomé, então com 5 e 7 anos  de idade. Imagine-se o terror que viveu naqueles intermináveis minutos.
 
“Vi os rebeldes a agarrarem-nos pelos ombros enquanto eles se debatiam desesperadamente…” Separaram mãe e filhos. 
 
Sem saber o que lhes tinha acontecido, Catherine haveria de passar por tempos  de suplício. Foi a sua via-sacra. “Durante duas semanas, tive as mãos amarradas atrás do pescoço e os pés atados.  Fui torturada com toda a espécie de objectos e não pararam até eu começar a  sangrar. Espancaram-me, mas eu mantive a fé.”
 
Mais tarde haveria de ser levada para um acampamento dos terroristas em Ngoshe. Os seus filhos estavam lá. “Não consigo descrever a alegria que senti. Só Deus sabe quão grata estou. Foi a primeira vez na vida que reconheci  a presença de Deus de forma consciente. Mas agora, à medida que falo, apercebo-me de que Ele esteve sempre presente.” 
 
Libertada meses mais tarde, na sequência de uma operação do Exército em  Ngoshe, Catherine vive hoje no campo de de  locados em Maiduguri e aos poucos procura refazer a sua vida, com a ajuda dos benfeitores da Fundação AIS.  “Agora que estou com os meus filhos,  a minha alegria não tem fim. Mas ver o meu marido ser brutalmente assassinado  vai ficar marcado para sempre na  minha memória!” 
 
 
Cativa aos 16 anos

Em Fevereiro de 2018, um comando do Boko Haram atacou uma escola em Dapchi, situada também na diocese de Maiduguri. Nesse ataque foram raptadas 110 raparigas. Um mês depois, todas as alunas foram devolvidas às suas famílias com excepção de Leah Sharibu, que sendo a única  cristã do grupo recusou converter-se ao Islamismo como os terroristas exigiam pela sua libertação. 

 
Leah Sharibu foi raptada pelo Boko Haram desde Fevereiro de 2018

A história desta jovem é extraordinária  pela coragem demonstrada num ambiente tão hostil como é o que enfrentam todos os reféns do Boko Haram. Não há notícias de Leah Sharibu.  A mais recente é de Outubro do ano passado quando o grupo terrorista  divulgou um vídeo em que ameaçava manter a jovem cristã como “escrava  para a vida”.

 
Calcula-se que actualmente cerca de 2 mil mulheres, meninas e rapazes estejam em cativeiro do Boko Haram. Cerca de uma centena  fazem parte das jovens raptadas de um outra escola, Chibok. no passado dia 17 de maio, Leah fez 16 anos. está presa às mãos do Boko Haram.
 
 
Tanto Leah Sharibu como Catherine Ibrahim são exemplo da violência que atinge a comunidade cristã na Nigéria.
 
A sua ajuda fará a diferença na vida destes Cristãos. Obrigado!

 

Embora o passar do tempo ajude, estas mulheres e crianças precisam de acompanhamento psicológico. E são os bispos do Norte da Nigéria que os ajudam a todos. Sem eles a ferida seria muito maior!As viúvas recebem ajuda psicológica e formação para aprender a cuidar das necessidades básicas, agora que se encontram sozinhas.

 

As viúvas recebem ajuda psicológica e formação para aprender a cuidar das necessidades básicas, agora que se encontram sozinhas. Muitas destas viúvas têm mais de seis filhos para alimentar e educar. Muitas continuam a chorar os maridos desaparecidos, pois os seus corpos nunca foram encontrados. Outra parte da ajuda abrange as propinas escolares e a comida para os órfãos. Eles precisam de si!...

 

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