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8-11-2019

COREIA DO SUL: Uma missa todos os dias pela paz é o desafio da Igreja para a península coreana


Do primeiro dia de Dezembro de 2019 até 28 de Novembro do próximo ano será celebrada uma missa, sempre às nove horas da manhã, pela paz na península coreana. A iniciativa foi tomada na semana passada pelos bispos da Coreia do Sul reunidos em sessão plenária da Conferência Episcopal.

Os prelados pretendem que este gesto venha a mobilizar todas as paróquias do país, para uma forte mobilização de toda a comunidade católica.

A situação na península coreana continua muito tensa, com os dois países, a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, tecnicamente em guerra e a ameaça constante por parte do regime de Pyongyang de desenvolver novas armas de destruição maciça.

A oração diária pela paz é também uma forma de lembrar que em Junho do próximo ano passarão sete décadas desde que teve início a guerra entre os dois países que causou cerca de 3 milhões de mortos, com o regime de Pyongyang a ser apoiado principalmente pela China e o de Seul pelos Estados Unidos.

Os combates foram suspensos em 1953, com um armistício, mas na verdade e tecnicamente os dois países continuam em guerra.

Além da questão da ameaça do conflito militar na península coreana, está sempre presente quando se fala nesta região do globo a questão da liberdade religiosa na Coreia do Norte. O mais recente relatório da Fundação AIS sobre a perseguição aos Cristãos, lançado em Lisboa no passado mês de Outubro, sublinha-se que “a Coreia do Norte é amplamente considerada como o lugar mais perigoso do mundo para se ser cristão”, referindo-se que a prática religiosa é “gravemente punida” neste país.

Recorrendo ao testemunho de pessoas que fugiram da Coreia do Norte, a Fundação AIS refere que os cristãos que são descobertos pelo regime “enfrentam a tortura” e que muitos “são enviados para campos” de trabalho forçado destinados essencialmente para os presos políticos.

Diz o Relatório da AIS que “nesses campos poderão existir entre 50 mil a 70 mil Cristãos”, ou seja, cerca de metade de toda a população prisional. “Mortes extrajudiciais, trabalhos forçados, tortura, perseguição, fome, violações, aborto forçado e violência sexual” são algumas das situações a que os Cristãos estão sujeitos quando são apanhados na apertada malha de vigilância do regime norte-coreano.

Rezar pela paz, como agora propõe a Igreja sul-coreana e acabar com toda esta violência e perseguição contra a comunidade cristã foi um dos propósitos de uma oração especial que ocorreu em 2017 e protagonizada por D. Sebastian Shaw, Arcebispo de Lahore. O prelado esteve no edifício na fronteira, onde se encontram as delegações da Coreia do Norte e do Sul sempre que há reuniões entre os dois países.

Liderando uma delegação da Fundação AIS de que fez parte, entre outros, o secretário-geral internacional, Philippe Ozores, o Arcebispo de Lahore rezou pela reconciliação entre as Coreias e para que os dirigentes de ambos os países criem as condições para que “as pessoas possam viver em paz e harmonia e para que as pessoas possam sair do medo” da ameaça nuclear.

PA | Departamento de Informação da Fundação AIS | info@fundacao-ais.pt   


 

OBSERVATÓRIO: Coreia do Sul

 






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